O ex-governador José Maria Marin, atualmente vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, avalia que, atualmente, o País não possui um único estádio de futebol que atenda todos os requisitos para abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014. Porém, Marin tem a convicção de que a Copa no Brasil será um grande sucesso.
Pelo cronograma definido pela Fifa, as cidades escolhidas para sediar jogos da Copa do Mundo terão até 2012 para entregar os estádios à tempo de sediar a Copa das Confederações, agendada para ocorrer em 2013. O mesmo torneiro está programado para junho deste ano na África do Sul, onde será realizado o Mundial de 2010. A Fifa deve anunciar no fim do mês que vem as 12 cidades brasileiras que vão receber jogos da Copa.
“Hoje não temos nenhum estádio em condições de receber os jogos. Mas até lá teremos”, projeta. Marin defendeu a realização do Mundial no Brasil devido ao fator de divulgação internacional e a entrada de recursos injetados em vários setores produtivos. Lembrou que não apenas o segmento do futebol será beneficiado. Para Marin, uma série de atividades econômicas será movimentada. Ele destacou ainda o ganho com geração de empregos e investimentos em melhoria da infra-estrutura do País.
BAC
Marin comenta que jogou contra seo Dondinho, pai de Pelé, em Bauru. Na época, o ex-governador atuava como ponta-direita do São Paulo e Dondinho jogava como centroavante do Bauru Atlético Clube (BAC). “Ganhámos”, garante Marin.
José Maria Marin governou o Estado de São Paulo no período de 1982 a 1983 pelo PDS, quando sucedeu o então governador Paulo Maluf. Atualmente, ele é filiado ao PTB, porém não tem intenção de disputar cargo público.
Ele mantém vida partidária ativa. Ontem, esteve em Bauru para a inauguração do escritório regional do partido na cidade. Na sequência, foi homenageado pelo Grupo Cidade com uma placa no espaço “Café com Política”, do JC, pelos relevantes serviços prestados em prol do Estado e os benefícios a Bauru. Na mesma cerimônia, receberam homenagens o senador Romeu Tuma e o deputado estadual Campos Machado, ambos do PTB, e o secretário da Casa Civil do Estado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).