Regional

Boracéia busca selo Verde com implantação de projeto ambiental

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Na semana em que se comemora o dia da terra a cidade de Boracéia (41 quilômetros de Bauru) lança uma campanha de coleta de óleo de cozinha usado e se prepara para reciclar o lixo em 30 dias. As ações fazem parte de um projeto que será implantado possivelmente no segundo semestre deste ano. A coleta de óleo beneficia diretamente o ecossistema, uma vez que pesquisas apontam que um litro de óleo de cozinha é capaz de poluir até 25 mil litros de água potável. A busca é pelo selo verde, uma “senha” para a conquista de recursos estaduais e federais que possam beneficiar a população.

O projeto, que ainda está no papel, poderá ser batizado de Boracéia Verde, nome provisório, avisa o chefe de gabinete da prefeitura, João Boesso Neto. Para ele, o projeto é simples, acanhado, mas contempla necessidades urgentes do meio ambiente. “Nós já coletamos as pilhas que são recolhidas pela secretaria estadual do Meio Ambiente. Temos o aterro sanitário totalmente legalizado junto aos órgãos competentes. Vamos reciclar o lixo e coletar o óleo.”

Na opinião do assessor do prefeito, fazer a tarefa de casa é o mínimo que cada município deveria fazer com foco na consciência ambiental. Para colocar em prática as ações, segundo Neto, estão sendo estudadas diversos projetos implantados em outras prefeituras. “São projetos que deram certo. O prefeito foi visitar Penápolis que é uma referência na reciclagem de lixo. Fomos conhecer o que Macatuba e Lençóis Paulista fizeram.”

Ele ressalta que dos projetos em andamento nos municípios vizinhos serão utilizadas as idéias centrais. “Vamos adaptar as nossas necessidades e a nossa realidade. Em Penápolis, a prefeitura distribui sacos plásticos de cor vermelha para que cada morador deposite seu lixo reciclável. Em data previamente agendada, o caminhão recolhe. Aqui estamos pensando em fazer o mesmo. Só a coleta é que poderá ser feita em uma intervalo maior porque a cidade é menor, talvez de 15 em 15 dias.”

A coleta seletiva de lixo, de acordo com o chefe do gabinete deve começar no final de maio. “Acredito que não terá grandes custos, uma vez que usaremos o mesmo caminhão da coleta de lixo orgânico para fazer a coleta. Vamos usar o veículo em dias e horários alternados, por exemplo. Depois de coletado, o lixo reciclável poderá ser separado por uma cooperativa de catadores ou por pessoas que se proponham a fazer o serviço.”

A prefeitura estuda um jeito de converter a renda para entidades, para uma associação ou cooperativa. Em último caso, o dinheiro arrecadado poderia ser usado para custear programas ambientais. Para divulgar a ideia, a prefeitura pretende usar carro som, panfletos e conscientização das crianças nas escolas. “Algumas residências já fazem a separação para doar os produtos recicláveis para os catadores da cidade.

A coleta de óleo que foi lançada em alto estilo com direito a carreata no último domingo é fruto de uma parceria com a Apae de Pederneiras. Para a coordenadora do meio Ambiente da cidade, Mileidi Camila Piovezana até o final do ano, espera-se, obter resultado expressivo. “São cinco pontos de coleta; Escola do Senai, Vila Lorenzetti; A Emei Pingo de Genti no centro; Escola Edir Helen Sgavioli, centro; Centro Cultural Nê Pereira,centro e Delegacia de Polícia.

Outra iniciativa da prefeitura é o estudo das árvores a serem plantadas tanto na área urbana como rural.

O selo Verde, acredita Neto abre portas para a conquista de recursos não só na área ambiental. “As secretarias dão ‘preferência’ para os municípios que estão fazendo a tarefa de casa. Aqueles que já fazem a reciclagem de lixo, colhem óleo de cozinha e preservam o ecossistema.”

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