O acidente entre um caminhão da Prefeitura de Bauru, carregado de piche, e um Escort interditou a quadra 1 da rua Aymorés no final da manhã de ontem. A colisão ocorreu por volta das 11h e os dois ocupantes do automóvel, que são primos, tiveram ferimentos leves.
O motorista do caminhão, Antônio Pagan Riquena, funcionário municipal há 19 anos, contou que trafegava pela avenida Rio Branco e teria entrado na rua Aymorés em baixa velocidade, pois estava com o veículo pesado. Na quadra seguinte, no cruzamento com a rua Vangélio Mondelli, o Escort dirigido por Bruno Luiz Silva, 18 anos, não teria respeitado a sinalização de pare e convertido para a rua Aymorés. O veículo colidiu de frente com o caminhão. “Foi tudo muito rápido e, na hora, a única coisa que eu pensei foi jogar o caminhão para o muro de proteção do posto de combustível”, conta Riquena.
O caminhão ficou atravessado na rua. O basculante do veículo bateu no muro do estabelecimento comercial e houve vazamento de piche. Com medo do risco de escoamento do produto para o rio Bauru, a Polícia Militar (PM) acionou o Corpo de Bombeiros, que também fez o atendimento de primeiros socorros às vítimas.
De acordo com o tenente da PM Vanderlei Lopes Ribeiro, que atendeu a ocorrência, Silva é portador da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) provisória. Com o impacto, as duas vítimas bateram com a cabeça no pára-brisa do carro. O queixo do passageiro Rafael Vinícios Faccin, 17 anos, foi “moldado” no vidro, que ficou estilhaçado. Além disso, o volante do Escort quebrou. No chão, ao lado da porta de Faccin, havia marcas de sangue, que, segundo Ribeiro, era do queixo do passageiro.
As duas vítimas foram encaminhadas ao Pronto-Socorro Central e liberadas no início da tarde. “Eles foram socorridos e estavam conscientes. Segundo os jovens, eles usavam o cinto de segurança”, revela. “Se realmente estavam com o cinto de segurança, se não respeitaram a sinalização de pare e se estava em alta velocidade, apenas a perícia vai poder responder”, acrescenta Ribeiro.