Política

Aloysio culpa Lula por eleição antecipada

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

O secretário-chefe da Casa Civil do Estado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), desconversou, ontem, sobre sua pré-candidatura ao governo do Estado de São Paulo para 2010. No entanto, Ferreira não nega que seu nome esteja forte juntamente com outros, dentro do PSDB. Ele responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela atencipação da campanha eleitoral.

“O calendário da eleição (2010) se adiantou demais pela iniciativa do presidente Lula de lançar já sua candidata (ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff). Acho que isso colocou um pouco o carro diante dos bois”, ressalta Ferreira. “Eleição vamos ver depois, agora não”, frisa.

O secretário foi mais taxativo ao rebater a sugestão de um jornalista da possibilidade de uma prévia dele com o ex-governador Geraldo Alckmin, atualmente secretário estadual de Desenvolvimento de São Paulo. “Não tem cabimento eu falar isso agora. Eu não quero falar disso”, enfatizou Ferreira, evitando comentar uma disputa com o ex-governador. O tucano se justificou pelos 20 anos de amizade com Alckmin e pelo fato de ambos ocuparem cargos de secretários no mesmo governo.

O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), em sua fala na entrega do escritório regional do PTB, frisou a lealdade do colega de Assembléia Legislativa deputado petebista Campos Machado. Tobias sugeriu que Machado deveria ser líder do governador Serra na Assembléia devido ao seu empenho até maior do que o dos tucanos na defesa do governo estadual. O prefeito de Bauru, Rodrigo Agostinho (PMDB), aproveitou o evento público para agradecer a Ferreira pelos investimentos do governo do Estado na cidade. “Queria fazer um apelo para continuar o trabalho”, sugeriu.

Em seu discurso, Ferreira disse que a política não pode se restringir à polarização de dois partidos – PT e PSDB –, num aceno claro ao anfitrião da festa, o PTB.

Campanha para Serra

O presidente do diretório estadual do PTB paulista, deputado Campos Machado, diz que o partido irá apoiar o tucano José Serra em pelo menos 22 estados brasileiros na sucessão do presidente Lula. Segundo o deputado, o nome de Serra tem a aprovação do presidente nacional do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson.

Na condição de secretário-geral nacional do PTB, Machado explica que está incumbido de cuidar de 15 estados. Ele cita que o PTB está crescendo e ganhará o reforço de três ex-governadores: Cássio Cunha Lima, da Paraíba; Joaquim Francisco, Pernambuco; e Gilberto Mestrinho, do Amazonas.

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