As justificativas que os “nobres deputados” dão para pagar com dinheiro público os gastos de viagens aéreas (nacionais e internacionais) de seus parentes e apadrinhados constituem um insulto à inteligência de cada cidadão brasileiro. Por que o contribuinte que vota em um deputado ou senador deve custear as viagens de suas esposas, namoradas, sogras e amigos? Ou os parlamentares quando se elegem deixam de ter a obrigação de sustentar com recursos próprios as necessidades de parentes ou de quem desejem? Em razão das denúncias, a cúpula do Congresso baixou normas que oficializam a utilização de bilhetes aéreos por qualquer pessoa indicada por deputados e senadores. Afinal, como diz o deputado Inocêncio Oliveira, justificando viagens ao Exterior de seus familiares: “A família é sagrada, não tem nada demais”.
Carlos Iunes - engenheiro