O iminente funcionamento de mais uma praça de pedágio na rodovia Marechal Rondon (SP-300), entre Bauru e Botucatu, apesar de ainda não confirmado, já gera descontentamento na região. Além da probabilidade de um novo pátio de cobrança, a insatisfação de usuários e representatividades políticas ganha fôlego com a recém-instituída cobrança sobre o trânsito de motocicletas no pedágio de Areiópolis (69 quilômetros de Bauru).
Até então isentos, os motociclistas, desde que oficializada a concessão do trecho “Leste” da Rondon, compreendido entre Bauru e adjacências de Botucatu, agora desembolsam R$ 3,55 para transitar, a metade do valor sobre automóveis, cuja tarifa caiu R$ 0,30 desde a semana passada. A nova cobrança pegou de surpresa alguns usuários da Rondon que se utilizam das duas vias para trafegar entre as cidades da região.
“Isso é péssimo”, reprova o mototaxista Roberto Carlos Floro, morador de São Manuel, que, constantemente, utiliza o trecho onde é cobrada a tarifa. “Motocicletas já têm o seguro muito mais caro e ainda por cima agora têm que pagar pedágio”, protesta Floro, que, além de percorrer a região, diz também viajar, de forma sazonal, até a municípios do Estado do Paraná.
Entretanto, o motivo de maior descontentamento continua a possível nova praça nos arredores de Botucatu. “Não fomos comunicados oficialmente sobre a nova modalidade de tarifação no pedágio. É claro que as cobranças sempre serão questionadas”, pondera o prefeito de Areiópolis, José Pio de Oliveira (PT), que espera contrapartidas da nova concessionária, em forma de benfeitorias viárias no município.
Mesmo com a tolerância sobre o pedágio, que agora também cobra o trânsito de motocicletas, o chefe do Executivo em Areiópolis antecipa que é contra a instalação de nova praça em Botucatu o que, de fato, traria ônus aos munícipes usuários da SP-300. “Minha preocupação realmente é com esse novo pedágio que pode ser instalado em Botucatu. É para lá que transportamos muita gente que necessita de tratamento de saúde”, argumenta. “Nas cidades menores o valor dispensado nos pedágios é mais sentido”, ilustra.
Manifesto
Já o prefeito de São Manuel, Tharcilio Baroni Júnior (PSB), vai além e já esboça um ato conjunto entre os chefes do Executivo na região caso o novo pedágio, previsto para a altura do quilômetro 261 da SP-300, seja consolidado. “Já encaminhei ofício para outros prefeitos e vamos até ao Palácio (dos Bandeirantes) falar com o governador Serra”, antecipa o mandatário, que também mandou convidar empresas a se manifestarem.
Caso a implantação da nova praça não seja evitada, Baroni Júnior acena sugerir por ressalvas na cobrança para trânsito local. “Estamos esperando a definição pela cobrança”, contrapõe. “Mas vamos, no mínimo, pedir para que veículos com a placa de São Manuel estejam isentos”, detalha.