Brasília - O diretor de Portos e Aeroportos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Agenor, disse ontem que não há motivo para alarme para a população brasileira em relação à gripe suína. “Preocupação sim, o governo está preocupado, mas a população deve ficar tranqüila porque o governo está trabalhando para que não entre no Brasil”, afirmou.
Passageiros vindos do México, dos EUA e do Canadá que chegarem ao Brasil com sintomas da gripe suína serão examinados por um médico da Infraero e técnicos da Anvisa ainda dentro da aeronave. Caso a avaliação inicial aponte a possível infecção pelo vírus H1N1, causador da gripe suína, os passageiros serão encaminhados, em ambulância, a um dos 49 hospitais de referência, informou ontem a Anvisa. Os demais passageiros que estiverem no mesmo vôo, principalmente os que se sentaram próximos à pessoa com os sintomas, serão monitorados.
A medida do Gabinete Permanente de Emergência, que monitora a disseminação da gripe, é para evitar uma possível propagação do vírus pelo País. Desde ontem, 11 pacientes que estiveram em áreas de risco se encontram em observação em seis Estados.
De acordo com nota divulgada ontem, nenhuma dessas pessoas preenche a definição de caso suspeito. Mesmo assim, elas continuam acompanhadas pelas secretarias estaduais de Saúde. Três dos viajantes são de Minas, dois do Rio, dois do Amazonas, dois do Rio Grande do Norte, um de São Paulo e outro, do Pará.
A mudança determinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ontem, de aumentar o nível de alerta de emergência de 3 para 4, não vai provocar mudanças na política de prevenção. Com isso, viagens para as áreas com casos confirmados continuam sem restrição. Também não haverá restrições de comércio.
Na nota, o ministério ressalta que, de acordo com a OMS, não há registro de transmissão da influenza para pessoas por meio de ingestão de carne de porco ou produtos derivados, pois o vírus não resiste a altas temperaturas.
Agenor disse ainda que o governo brasileiro só foi alertado da pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na sexta-feira à noite e que, a partir daí, tomou todas as providências.