Política

Comentário objeto de inquérito é por descrédito, diz Mangialardo

Monise Centurion
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-vereador Primo Mangialardo (PV) disse ontem que comentários feitos por ele durante a sessão da Câmara do dia 1 de setembro de 2008 – que culminaram como objeto de inquérito policial neste ano a partir de carta de um munícipe – foram gerados por desconfianças em relação aos critérios adotados pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) para liberar processos, na gestão passada. Os desabafos foram feitos em seu gabinete e o discurso tornou-se parte de inquérito policial que apura eventual crime de corrupção passiva.

“Era o que ouvia na época. As pessoas questionavam o por quê de alguns processos andarem mais rápido que outros dentro da Seplan e falavam de envelopes em branco. É muito importante essa investigação. Inclusive vou fazer uma cópia do meu discurso para enviar ao Ministério Público (MP)”, afirmou.

A investigação teve início por determinação do promotor criminal Hércules Sormani Neto, que solicitou à Polícia Civil a averiguação dos fatos narrados em uma carta de Cesário Paiva Miranda, endereçada ao presidente do Legislativo, Paulo Madureira (PP), sobre o funcionamento de serviço de mototaxista na cidade.

Ocorre que o munícipe citou na correspondência um diálogo entre Mangialardo e Madureira, sobre envelopes em branco e que, dentro, estariam as “verdinhas” (dólares), e interpretou o que assistiu como suposto pagamento de vantagem para liberação de processos. Entretanto, nada foi comprovado ou levantado a respeito até agora.

Além da Seplan, o bauruense questionou também o ex-presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Carlos Barbieri, e um funcionário chamado Nelson sobre a concessão de licença para funcionamento de mototaxista.

Ele não faz nenhuma referência a irregularidade na Emdurb, mas questiona critérios para ordenar o serviço de mototáxi. O caso também não aponta qualquer indício em relação a servidores da Seplan, embora, na carta, o munícipe tenha se valido do comentário de vereadores com críticas ao processamento de solicitações no setor. O delegado Ismael Cavallieri, do 3º Distrito Policial, que investiga o caso, deverá convocar para prestar esclarecimentos todos os envolvidos no caso.

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