Polícia

Para Conselho de Psicologia, punir não é a melhor opção para problema

Por Juliana Franco | Com Maíra Soares
| Tempo de leitura: 2 min

A pichação é um assunto que preocupa autoridades e instituições de apoio à criança e ao adolescente. Com o objetivo de buscar formas de solucionar o problema que não esteja relacionado a punição, o Conselho Regional de Psicologia de Bauru, por meio da Comissão da Criança e do Adolescente, promoveu, nesta semana, o evento intitulado “As mensagens de rua fazem bem para quem?”

A iniciativa contou com a presença de Maria Inês Hélio Lodi, especialista em filosofia de Belo Horizonte (MG), e dos professores Clodoaldo Cardoso e José Santos Laranjeiras em uma mesa-redonda. O evento foi realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da cidade e reuniu representantes de instituições e da administração pública municipal.

Segundo a psicóloga Regiane Aparecida Piva, membro do Conselho Regional, a proposta do evento é mostrar a pichação não apenas pelo aspecto criminal. Em todos os trabalhos desenvolvidos pela instituição, punir não é tida como a melhor maneira de solucionar o problema. “Vemos a orientação como a principal saída para resolver os problemas relacionados à criança e ao adolescente”, explica.

Durante a mesa redonda, Maria Inês expôs um projeto que ajudou a realizar em Belo Horizonte com adolescentes envolvidos em pichação. O projeto contou com a participação de psicólogos, filósofos e educadores que trabalharam junto a essas pessoas não apenas com o tema da criminalidade, mas também com assuntos culturais, educacionais e sociais que estão relacionados à realidade destas pessoas.

“O grafite é um movimento que deve ser incentivado. Em São Paulo, por exemplo, existem espaços com trabalhos lindos feitos por grafiteiros”, afirma Regiane.

Para Maurício Ribeiro de Almeida, psicólogo e membro da Comissão da Criança e do Adolescente, é uma oportunidade de discutir como formas de expressão do jovem estão localizadas na sociedade contemporânea. “Relativizar o problema não quer dizer que estamos dando legitimidade a ele. Estamos procurando ter uma leitura mais ampla sobre o que representa a pichação e outros tipos de linguagem que existem na sociedade”, explica.

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