Regional

Tóffano diz que devolveu dinheiro das passagens

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O deputado federal José Paulo Tóffano (PV) divulgou nesta semana que devolveu na quarta-feira o dinheiro referente ao valor das passagens aéreas concedidas a sua sobrinha Samira Bastiani e a Maurício Bruzadim, secretário estadual do PV de São Paulo. Os R$ 2,5 mil foram entregues à Casa Dia de Jaú, entidade que acolhe dependentes químicos que buscam tratamento.

“Embora a compra e destinação das passagens não fossem ilícitas, considerei por bem fazer a devolução. Além disso, beneficiamos uma entidade com trabalho reconhecidamente sério e que está passando por dificuldades”, afirmou o parlamentar em nota expedida por sua assessoria de imprensa. Atualmente, a Casa Dia tem 18 pessoas em tratamento.

Tóffano foi acusado de usar parte de sua cota de passagens recebidas da Câmara dos Deputados para financiar a viagem da namorada do seu sobrinho à Alemanha e de Bruzadim à Argentina.

O uso das passagens aéreas veio a público depois que o site Congresso em Foco divulgou envolvimento de vários congressistas que usaram suas cotas para pagar despesas de militantes políticos e parentes em viagens internacionais. O Congresso está mudando o sistema de cotas de passagens aéreas dos deputados depois da repercussão negativa em todo o país.

Ele também demitiu a empregada doméstica que era contratada como secretária parlamentar. Alice Maria da Silva era remunerada com recursos da Câmara Federal.

Tóffano alegou ao JC que recebe verba indenizatória – cerca de R$ 15 mil mensais – usada para manter escritórios em Bauru, São Carlos, Araraquara, Jaú e Brasília.

Ele explicou que Alice reside em uma cidade satélite de Brasília. A rotina da então secretária era ir direto para o apartamento funcional do deputado, preparar seu café e, em seguida, ir para o gabinete onde prestava serviços. “Isso não é inerente à atividade parlamentar? Em tese, ela é a minha assessora mais importante”, defendeu Tóffano, embora tenha exonerado do cargo a empregada que era remunerada com recursos da Câmara de Deputados após ter o nome divulgado numa lista com os demais deputados. Ele admitiu que demitiu a empregada para sanar a suposta irregularidade.

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