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Após 21 anos do acidente, Bateau Mouche rende primeira indenização

Folhapress
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Rio - A Justiça condenou ontem a Cavalo Marinho, empresa proprietária do Bateau Mouche - barco que naugrafou na costa do Rio 21 anos atrás, em 31 de dezembro de 1988 -, ao pagamento da primeira indenização privada a familiares das vítimas. A única indenização paga até agora tinha saído da União.

A decisão do juiz da 40.ª Vara Cível da Justiça do Estado, Alexandre Mesquita, condena a Cavalo Marinho a indenizar com R$ 800 mil os familiares do garçom Lázaro de Mendonça, que trabalhava no barco que afundou.

Para Leonardo Amarante, advogado da família contemplada com o pagamento, a Justiça Estadual demonstrou celeridade, ao contrário do que parece. “Este processo foi iniciado muito tempo depois dos processos distribuídos na Justiça Federal e já terminou. Esperamos que seja um exemplo para por fim a tanta impunidade’’, disse o advogado.

O acidente com o barco Bateau Mouche matou 55 passageiros que pretendiam assistir à queima de fogos do Réveillon de 1988 em frente à praia de Copacabana. Das mais de 30 ações que tramitam na Justiça, em apenas um processo houve pagamento de indenização, em janeiro de 2008, mas o dinheiro saiu dos cofres da União.

Até o final da tarde, a reportagem não havia localizado os proprietários ou advogados da empresa.

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