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Secretário pretende reestruturar rede

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Ciente dos problemas estruturais que dificultam o acesso do bauruense aos serviços públicos de saúde, o secretário Fernando Monti pretende promover uma reestruturação na pasta que comanda. “Hoje, o município está 20 anos atrasado na área da saúde”, admite.

A reforma que Monti pretende fazer no setor é ousada. Inicialmente, ele quer aumentar o número de unidades do Programa Saúde da Família (PSF). Até o final da atual gestão, ele espera que a quantidade de unidades do programa salte para 25 (atualmente, são apenas sete equipes, restritas a duas regiões da cidade).

Para desafogar os núcleos de saúde, Monti pretende criar quatro unidades de pronto-atendimento na cidade. Três delas - no Mary Dota, no Ipiranga e na Bela Vista - surgiriam de adaptações a serem feitas em unidades já existentes.

Já a quarta UPA seria construída em um novo local, nas imediações do Núcleo Presidente Geisel e do Jardim Redentor. Monti espera, até o meio deste ano, poder colocar ao menos uma dessas unidades em funcionamento.

Outra intenção dele é retirar dos núcleos de saúde a distribuição de medicamentos e transferir para locais apropriados, provavelmente localizados próximos às UPAs. A secretaria está implantando um sistema informatizado que permitirá a interligação entre as diversas unidades de saúde. Na metade do ano, o serviço deverá entrar em funcionamento.

“Não vamos proibir ninguém de se consultar onde bem entender. Com o sistema informatizado, porém, teremos condições de acompanhar esse paciente mais de perto”, acredita Monti. À reportagem, ele afirmou que a reforma da pasta que dirige não ficará restrita aos aspectos físicos.

“Vamos fazer um grande trabalho de reabilitação da imagem da secretaria, que hoje parece estar contaminada pelo desânimo e pelo descrédito”, diagnostica Monti, que é médico sanitarista e infectologista e especialista em planejamento e gestão de serviços de saúde.

Além de reformular o plano de cargos e salários da secretaria, Monti quer mudar a forma como os funcionários da pasta atuam. “Atualmente, agimos como se estivéssemos numa linha de montagem. Quero mudar esse esquema para um trabalho em equipe, em que todos assumam responsabilidades, sem invadir as atribuições do colega”, afirma.

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