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O Congresso mais caro

Flávio Croffi de Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Parlamentares. Seres humanos que trabalham em um local chamado Congresso. Este Congresso é julgado importante, não pela nação brasileira em si, mas para os políticos. Isto porque cada um dos 594 congressistas ganham no mínimo R$ 15 mil por mês.

Ah, mas claro, este dinheiro é só para gastos adicionais, como gasolina e alimentação. Além dessa pequena verba para a sobrevivência do congressista, ele ainda ganha regalias diversas que vão desde café até passeios de jatinho. Resultado: alguns ganham de R$ 48 a R$ 62 mil em um mês, chegando até a alguns totalizarem o valor de R$ 119 mil em apenas um mês de trabalho.

Pensamos agora, caro leitor, será que cada um desses 594 cidadãos realmente trabalham tanto assim para ter um salário digno? Será que eles dão mais duro do que um lixeiro? Será que criam e formam mentes como um professor? Será que erguem paredes, prédios, e o diabo a quatro? Será que ao menos fazem o que supostamente congressistas devem fazer, que seria apresentar projetos de leis, direcionados para a população?

Vivemos em uma democracia, onde a maioria vence. Porém, não notamos que estamos nela. Afinal, há 594 congressistas onde estão devido à população. E a quantidade de projetos e leis que entraram em vigor, quantas são? Com certeza nenhum décimo da quantidade de congressistas que recebem um pequeno salário para cumprirem seus “trabalhos”. Em 2008, 17 leis entraram em vigor para criar dias nacionais e nomes para aeroportos e rodovias. Agora perguntamos: onde estão os projetos de educação, cidadania, saúde, necessidades básicas em si? Onde está o atendimento ao povo.

O Congresso e toda a política, ao seu princípio, foram criados para atender uma gama maior de pessoas, principalmente em uma democracia. O serviço deve ser ao povo e não a um único. Porém, ocorre que de acordo com especialistas o Congresso brasileiro é um dos mais caros do mundo, com um custo médio dos parlamentares de R$10,2 milhões por ano. Portanto, devemos pensar bem na hora de votar. Pois com o seu voto, milhões em dinheiro podem estar saindo de escolas e hospitais, e se transformando em regalias para homens vestidos de ternos e gravata.

O autor, Flávio Croffi de Camargo, é colaborador de Opinião

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