Política

Serra admite prévias no PSDB até março

Fábio Zambeli Da APJ, especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Março é a data-limite para José Serra (PSDB) definir o lançamento de sua candidatura à presidência em 2010. Na dianteira nas pesquisas, o tucano diz controlar a ansiedade sobre a corrida eleitoral, embora reconheça que a pressão para a consolidação do quadro sucessório aumenta a cada mês.

Perguntado sobre o instante exato em que tomará a decisão sobre seu futuro político, o governador procura ser lacônico e prudente. “Em 2010, no primeiro trimestre do ano que vem”, afirma.

O prazo fixado coincide com o período de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral - caso ele concorra ao Executivo Federal, terá de deixar o Palácio dos Bandeirantes em abril.

A cobrança (dentro e fora do ninho tucano) para seu posicionamento em relação à disputa presidencial também leva José Serra a tergiversar. “É natural. Eu não penso nisso. Vivo não me deixando contaminar pela ansiedade. Mas eu sei que é muito difícil fazer com que ela não exista.”

Depois de reunir-se com o colega mineiro Aécio Neves, outro pré-candidato do PSDB ao Planalto, o governador paulista reafirma admitir a possibilidade de realização de prévias no partido para a escolha do nome à sucessão de Lula.

“Deixa lá no começo do ano que vem. Se não houver consenso, faz uma consulta. Eu nunca fui contra, realmente. Eu acho que é prematuro abrir temporada de campanha presidencial. É prejudicar o país. Há muito trabalho a fazer.”

A cúpula tucana trabalha com a possibilidade de não haver acordo entre Serra e Aécio e já desenha o formato da consulta aos filiados que decidiria o candidato.

Lula

Ao analisar a sua relação com o presidente Lula, que tem afirmado considerar ‘um privilégio ao País’ um eventual embate entre Serra e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) no próximo ano, o tucano procura ater-se à agenda econômica.

“Eu não tenho falado muito com o Lula nos últimos tempos. Mas com relação às questões da economia, eu sempre deixei claras as minhas posições. Na reunião sobre o programa habitacional, eu levei várias sugestões ao presidente, participaram vários ministros, a Dilma, o Guido Mantega.”

Serra refuta uma contaminação da disputa PT-PSDB nas ações do governo e nas eventuais parcerias entre Estado e União às vésperas da campanha.

“É da minha natureza. Eu não jogo no ‘quanto pior, melhor’ e tendo a ser pró-ativo em matéria de sugerir coisas.”

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