O domingo é dia de festa nas cores preto e branco. Corintiana ou santista, uma torcida deixará o Pacaembu gritando “sou campeão paulista”. O time alvinegro da capital entra com vantagem no duelo das 16h, pois levanta a taça até perdendo por dois gols de diferença. Para a equipe da Baixada, só um triunfo por no mínimo três gols de vantagem garante a taça.
O Corinthians busca seu 26.º Paulista da história, o Santos, o 18.º. Repetirá o Corinthians a façanha do Palmeiras de 1972 e conquistará a taça de forma invicta? Voltará a ganhar uma decisão com virada como em 2007 o Santos? Ambos estão convictos que sim. Confiança é o tom das equipes para o terceiro e decisivo encontro do ano.
“Nossa equipe é muito forte jogando no Pacaembu. Somos difíceis de ser batidos em casa”, observou o volante Elias, um dos destaques do time de Mano Menezes, lembrando da invencibilidade em casa, que dura desde julho de 2008, num 1 a 0 para o Bahia. São 24 jogos sem tropeços no estádio. “O Pacaembu é a nossa casa, onde nos sentimos muito bem para jogar. Estamos perto de uma conquista e não podemos desperdiçá-la. É hora de mostrar a nossa força”, endossou o treinador.
“Nada está decidido. Do mesmo jeito que eles fizeram três gols na Vila, também podemos marcar no Pacaembu”, advertiu o zagueiro Fabiano Eller. “É só repetirmos o que fizemos no domingo e acertarmos mais nas finalizações”, pregou o comandante Vágner Mancini nos últimos dias. O santista faz questão, em todas as suas entrevistas, de lembrar que seu time criou entre nove e dez boas chances de gols na primeira partida da decisão, número bem superior ao adversário, que saiu de campo com a vitória por 3 a 1.
Os 36,5 mil torcedores - 2 mil santistas - que irão ao estádio terão uma partida digna de decisão de campeonato. Isso pelo fato de os dois treinadores prometerem esquemas ofensivos. Mano não admite jogar administrando a vantagem de dois gols e Mancini não tem outra saída senão partir para cima. “Não podemos atrair o adversário, temos de mostrar nossa força a ele”, disse o corintiano.
Na sexta-feira, por exemplo, o treino foi totalmente dedicado às finalizações. Ronaldo mostrou precisão, apesar das dores nas costas. Foi um bombardeio de todos os lados em Felipe e cia. numa tônica do que Fábio Costa deve sofrer neste domingo.
Do outro lado, a psicologia virou estratégia de Mancini. Ele usou o vídeo da vitória histórica do Brasileiro de 95 sobre o Fluminense (perdeu no Rio por 4 a 1 e fez 5 a 2 no Pacaembu) para mostrar aos jogadores que a virada é possível. Em 2007, o Santos também perdeu o jogo de ida, por 2 a 0 para o São Caetano. Repetiu o placar e ergueu o troféu. Ainda espalhou fotos de uma camisa que trazia “Corinthians, campeão invicto”.
Seria a segunda conquista de título de Ronaldo no País. Ele levou o Estadual de 1993 com o Cruzeiro, de forma invicta. Uma quebra de jejum de seis anos. Desde o espanhol com o Real Madrid, em 2003. E também pode ser a segunda de Mancini como técnico (tem a Copa do Brasil de 2005, com o Paulista, no currículo). Ele pegou um Santos desacreditado no meio da competição e o fez ser respeitado. Corinthians ou Santos, quem levar o título, ganhará com méritos.