Regional

Apeoesp afirma faltar política que valoriza o professor

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

A coordenadora da subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de Jaú, Maria de Lourdes Mantovani Pavam, diz que os resultados do Saresp de 2008 refletem a falta de uma política estadual voltada à valorização dos professores. Na região de Jaú, há resultados insatisfatórios no desempenho das escolas estaduais na própria cidade, mas há bom desempenho em pequenas cidades como Torrinha e Itaju.

Na avaliação de Pavam, alguns fatores podem ter contribuído de maneira determinante para os resultados negativos do Saresp como a superlotação das salas de aula, a existência da promoção automática, as péssimas condições de ensino, a baixa remuneração dos professores, o sucateamento das escolas e o acúmulo de jornada dos professores como forma de complementar o orçamento.

Em relação às unidades escolares de Torrinha e Itaju, municípios que se destacaram na região abrangida pela Diretoria Regional de Ensino de Jaú durante a avaliação do Saresp, a coordenadora afirma que se referem a “casos circunstanciais”.

Segundo ela, não existe uma regra que explique essas oscilações entre as escolas dessas cidades e, por exemplo, algumas escolas de Jaú, que obtiveram as piores médias da região. “Nós achamos que existem algumas ‘ilhas de qualidade’ que acabaram sendo referência”, diz.

A sindicalista também discorda da avaliação de que a queda na qualidade da educação ocorre exclusivamente devido ao professor. “Essa queda (de qualidade) vem ocorrendo há muito tempo”, disse Maria Pavam.

Ele reclama que tentou-se justificar os resultados negativos culpando exclusivamente o professor.

A dirigente regional de ensino de Jaú, Gersoni Aparecida Sylvestre Mercaldi, tem opinião diferente. Para ela, na região de maneira geral houve avanços ao avaliar as médias das escolas estaduais dos 15 municípios do ano passado. “O ensino médio cresceu em termos de resultado geral pois os alunos tiveram aulas de apoio curricular e mais contato com a leitura e a escrita”, diz. “Porém, em Matemática, o trabalho continuará sendo reforçado”, declarou. Igual ao que ocorre no estado nessa área de conhecimento houve fraco desempenho em várias escolas.

Mercaldi afirma que sua equipe desenvolve um trabalho de acompanhamento nas unidades de ensino que apresentam níveis inferiores de avaliação. De acordo com ela, as unidades escolares que apresentarem resultados negativos deverão passar por um acompanhamento pedagógico mais intenso, visando a obtenção de melhores médias em uma futura avaliação. “Nosso trabalho sempre abrange todas as escolas, nos 15 municípios, embora as escolas com menores índices recebam maior atenção, conforme ocorreu em 2008 com a Escola Estadual Profª Lúcia Sampaio Galvão e Escola João Pacheco de Almeida Prado, ambas em Jaú, que tiveram um acompanhamento contínuo e permanente pela equipe da Diretoria de Ensino e superaram as metas estabelecidas”.

Com base nos resultados das avaliações, a dirigente regional explica que novas medidas serão estabelecidas com o objetivo de manter as médias das escolas que tiveram uma boa avaliação e corrigir as distorções identificadas naquelas unidades com um desempenho mais negativo.

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