A Suécia, a Dinamarca e a Noruega são os melhores lugares do mundo para uma mulher ser mãe, enquanto os piores são os países pobres da África, como Níger e Etiópia.
No “Índice Maternal”, publicado todo ano pelo grupo “Salvem as Crianças”, comparam-se as condições de vida de mães e filhos em 117 países, 43 dos quais sob guerra ou recém-saídos de conflitos armados.
A Suécia, a Dinamarca, a Noruega, a Suíça e a Finlândia ficaram com as cinco primeiras posições, seguidos pelo Canadá, Holanda, Austrália, Áustria e Grã-Bretanha. Os EUA ficaram na 11.ª posição. O Brasil ficou com 44.º lugar, atrás de Cuba e Chile, ambos no 15.º, da Argentina, no 19.º e da Colômbia, no 24.º.
Segundo o estudo, Níger, Burkina Fasso, Etiópia e Guiné-Bissau ficaram nas últimas posições, junto com Angola, Chade, Mali, Iêmen, Serra Leoa e Guiné.
“De cada sete mulheres de algumas regiões da África, uma morrerá durante os trabalhos de parto ou na gravidez. Na Suécia, esse número é de um a cada 6 mil mães”, afirmou Mary Beth Powers, do grupo responsável pela elaboração do índice.
O estudo comparou as condições de vida das mães em 19 países desenvolvidos e em 98 países em desenvolvimento, com base em 10 fatores relacionados com a saúde, a educação e o status político das mulheres e dos filhos delas.
Segundo o índice, o nível de educação da mãe e o acesso a serviços de planejamento familiar eram fatores bastante ligados à sobrevivência e ao bem-estar da criança. Na Suécia, 99% das mulheres são alfabetizadas. Na outra ponta da escala, em Níger, apenas 8% das mulheres sabem ler e escrever.
Na África do Sul, a mãe ou a esposa é provavelmente o membro mais importante da família.