Washington - O número de casos de gripe suína confirmados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) praticamente dobrou nas últimas 24 horas e agora chega a 615 - incluindo 17 mortes - em 15 países. Só o México reportou 397 casos confirmados de infecções humanas causadas pelo novo vírus, sendo que 16 deles resultaram em morte, informou a organização.
Os EUA informaram oficialmente de 141 casos, incluindo a morte de um bebê de 23 meses, que era mexicano e passava férias no Texas.
Há casos confirmados, mas sem mortes: no Canadá (34), Espanha (13), Reino Unido (13), Alemanha (4), Nova Zelândia (4), Israel (2), Áustria (1), Holanda (1), Suíça (1), China - (1, em Hong Kong), Dinamarca (1), França (1) e Coreia do Sul (1).
Na Europa, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças da União Européia estima que entre 40% e 50% da população será infectada pelo vírus da gripe suína, denominado oficialmente influenza A (H1N1). Contudo, os especialistas ressaltam que apenas um terço dos infectados devem apresentar sintomas perceptíveis da doença e uma parte ainda menor, cerca de 4%, chegará a ser hospitalizada por causa do vírus.
“O vírus não é, até o momento, tão grave quanto o que causou a gripe de 1918, embora deva ter um impacto considerável”, afirmou Angus Nicoll, coordenador do programa contra a gripe do centro. “Entre 40% e 50% da população europeia terá a nova gripe.”
A OMS reiterou que não recomenda a restrição de viagens regulares e o fechamento de fronteiras. Porém, a organização disse considerar “oportuno que as pessoas doentes adiem viagens internacionais” e que aqueles que desenvolvam sintomas e tenham estado no exterior recentemente busquem atendimento médico.
Além disso, a OMS “assegurou que não há risco de infecção por comer carne de porco bem cozida ou produtos provenientes desse animal”. A OMS disse ainda para as pessoas reforçarem as medidas de higiene pessoal, especialmente lavar as mãos mais frequentemente com sabão.
Casos
Ontem, o governo da China anunciou que enviará um avião ao México para trazer seus cidadãos de volta depois de suspender os voos entre os dois países. O cancelamento dos voos aconteceu depois de Hong Kong confirmar seu primeiro caso de gripe suína.
Segundo o Ministério de Relações Exteriores da China, o governo mexicano e a companhia aérea Aeroméxico foram avisados da suspensão dos voos e um avião da companhia China Eastern Airlines foi enviado ao México para buscar os cidadãos chineses que pretendiam retornar ao país pelos voos cancelados.
No México, o governo informou que as medidas para conter o avanço da epidemia parecem estar surtindo efeito. A alta na quantidade de mortes e contágios se deve, segundo o governo mexicano, ao aumento dos testes especializados feitos no país desde meados desta semana, graças à chegada de modernos equipamentos que o país não possuía.
Em Boston, a Faculdade de Odontologia da Universidade de Harvard foi fechada, depois que seis estudantes apresentaram sintomas de gripe. Em Miami, a arquidiocese aconselhou os sacerdotes a depositarem a hóstia da comunhão nas mãos dos fiéis e não na boca; e a não compartilharem o vinho usado na celebração.