Quando assumiu o Santos, em fevereiro, o técnico Vágner Mancini não se intimidou e chegou à Vila Belmiro com um discurso ousado. Afirmou que não queria ser apenas um apaziguador de conflitos, evidentes no fim da gestão do treinador Márcio Fernandes. Pelo contrário. Garantiu que faria o time brigar por títulos. Menos de três meses depois, conseguiu realizar parte de sua promessa.
Bastante sereno após o empate por 1 a 1 no Pacaembu, o técnico santista fez uma boa avaliação do seu trabalho e da sua equipe, apesar de ter deixado claro que o vice-campeonato estadual não era o resultado esperado. Ainda assim, elogiou o poder de superação de seus comandados.
“O Santos foi grande e tem que sair com a cabeça erguida”, definiu. “O fato de ter conseguido reagir durante o Paulista é uma injeção de ânimo. Chegamos à semifinal de maneira sofrida, batemos um time que era considerado favorito. No apanhado geral, tenho certeza de que entraremos no Brasileiro com o moral fortalecido”, afirmou o treinador.
Ducha fria
No apito final do árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho, todo o elenco santista se reuniu no gramado do Pacaembu. Em um círculo, muitos choravam - o goleiro e capitão Fábio Costa era um dos mais emocionados. Outros rezavam, como o volante Roberto Brum. A sensação era de dever cumprido, mas com uma pontinha de decepção. “Os jogadores, dentro de campo, sabiam que tinham demorado para fazer 1 a 0”, assumiu Vágner Mancini. “E, de repente, veio o empate. Foi uma ducha de água fria.”
Reforço
O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, aprovou a campanha do seu time no Campeonato Paulista. Mas afirma que, para o Brasileirão, o elenco santista precisará de pelo menos um grande reforço. “Falta um enfeite no nosso bolo”, admitiu o dirigente. Mas Teixeira já deixou claro que não apostará em medalhões. “Às vezes, (jogadores importantes) não correspondem à expectativa”, explicou.