Tribuna do Leitor

A farra existe porque nosso voto não é nosso


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Já falei outras vezes aqui e volto para repetir, sou a favor de que o voto deve ser do eleitor durante os 4 anos que perduram o mandato do eleito. Aliás, precisamos começar um movimento nacional pelo direito do voto (meu voto é meu), ou seja, acabar com o estelionato eleitoral que o digno TSE, Tribunal Superior Eleitoral, pratica toda vez que estamos às vésperas de uma eleição nesse país. São gastos milhões de reais em propaganda enganosa, pelo TSE, com o intuito de iludir o eleitor, alegando que o voto é seu, que você é responsável pelo político que está lá, seja em nível municipal, estadual ou federal.

Oras bolas, como posso ser responsável por alguém que leva meu voto em definitivo. Do jeito que está hoje, para que o voto continue sendo meu pelos próximos 4 anos, eu não posso dá-lo a ninguém, tenho que me abster de votar, pois se eu for votar, a partir do momento que dou meu voto para alguém, por mais confiança que eu tenha nesse alguém, esse voto já não é mais meu, é do pleiteante ao cargo político em quem eu votei e pior, o voto passa a ser do partido dele, e, partido político hoje em dia, está mais para formação de quadrilha do que para formação social, moral e política, basta ver e ler os noticiários policiais de nível nacional e internacional.

Tem mais político que criminoso comum. A minha idéia é a de que deveríamos iniciar um movimento popular no sentido de forçar justamente aqueles que fazem as Leis, os deputados e os senadores, a colocarem um projeto de Lei moralizante que dê ao eleitor, dono do voto, e somente a ele, o direito de, toda vez que um político se envolver com algum tipo de falcatrua, retirá-lo de lá através de, novamente, seu voto. Simples assim. Explico: quando nós eleitores no dia da eleição, darmos nosso voto a alguém que o pleiteia, esse voto deveria ser dado em consignação ao pleiteante pelo período que a Lei determina para o mandato desse alguém. Caso esse alguém não mais mereça continuar no cargo eleito, não importa o motivo, nós poderíamos votar pela sua retirada imediata desse cargo, votando posteriormente em um novo nome. Vamos mudar: Movimento meu voto é meu. Essa é a única forma de moralizar a política nesse país. A única forma de o povo fiscalizar e punir seus eleitos. A única forma de se poder dizer, você é responsável pelo político que você colocou lá, pois você, e somente você, poderá tirá-lo de lá, sem falcatrua.

Joaquim Luiz de Mattos Neto, publicitário, professor e consultor de marketing

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