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Para IBGE, indústria tem recuperação ‘suave’

Folhapress
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Rio de Janeiro - A indústria viveu no primeiro trimestre uma fase de “suave’’ e “gradual’’ recuperação, que resultou em uma expansão de 4,8% (na taxa livre de influências sazonais acumulada no período) desde que bateu no fundo do poço, em dezembro, segundo o IBGE. Em março, o crescimento na margem foi de 0,7% em relação a fevereiro, quando a produção havia subido com mais força -1,9%.

No último trimestre do ano passado, a produção industrial havia caído 20,1% em relação ao nível de setembro, sob efeito do agravamento da crise. Pelos dados do IBGE, a indústria recuou 14,7% no primeiro trimestre em relação aos três primeiros meses do ano passado, o pior resultado desde 1991. Essa taxa negativa, somada à queda do último trimestre de 2008, colocou o setor fabril em recessão e fez a produção registrar uma queda acumulada de 16,7% -a mais intensa desde 1990, quando o país sofria os efeitos do Plano Collor.

“Desde o início do ano, a indústria reage e suplanta a produção do mês anterior, mas o fato é que esse movimento tem sido ainda muito moderado. Há uma recuperação importante, mas muito suave e gradual, a ponto de os indicadores comparativos com 2008 permanecerem ainda negativos’’, disse Silvio Sales, coordenador de Indústria do IBGE.

Em março, a retração foi de 10% em relação ao mesmo período de 2008, impulsionada para baixo especialmente pelo fraco desempenho de bens de capital, categoria que inclui máquinas e equipamentos e sinaliza o comportamento dos investimentos.

Segundo o IBGE, a produção de bens de capital cedeu 6,3% ante fevereiro, única categoria com taxa negativa no mês. Caiu 23% em relação a março de 2008. No primeiro trimestre, acumulou retração de 20,8% em relação ao mesmo período de 2008, interrompendo uma trajetória de 22 trimestres consecutivos de expansão.

Os dados, dizem especialistas, enterraram um longo e promissor período de crescimento do investimento. “A indústria saiu do fundo do poço e passa por uma fase de recuperação lenta, mas o fraco desempenho dos bens de capital trava uma perspectiva de melhora mais acelerada’’, diz Sérgio Vale, da MB Associados.

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