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Atividade industrial cresce após cinco meses de queda

Folhapress
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Brasília - O uso da capacidade instalada da indústria brasileira (utilização do total de suas máquinas e equipamentos) voltou a crescer em março, após cinco meses seguidos de queda.

Segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a indústria trabalhou com 78,7% da sua capacidade, o maior patamar deste ano. Apesar da recuperação, o indicador está abaixo dos patamares recordes do ano passado, antes da crise. Em março de 2008, por exemplo, a indústria operava com 83% da capacidade.

O nível de utilização da capacidade instalada é usado como um indicador do quanto a indústria pode crescer sem gerar inflação. Quanto menor o uso, maior a possibilidade de a indústria atender a um crescimento de demanda sem provocar aumento nos preços.

Em momentos de crise, como agora, a queda no uso mostra um desaquecimento da economia, e a alta, uma retomada da atividade industrial.

Os indicadores da CNI mostram desaceleração na queda das vendas. O faturamento da indústria subiu 2,9% ante fevereiro, segunda alta seguida nessa comparação. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 1,6%. Apesar de negativo, o resultado é o melhor desde outubro, último mês em que houve crescimento.

No trimestre, a queda acumulada foi de 7,6%. Desde janeiro, o resultado no ano vem sendo o pior da série histórica da CNI, iniciada em 2003. A queda é menor, no entanto, do que a redução acumulada até fevereiro, que era de 10,9%.

O emprego caiu 0,7% em relação a fevereiro - quinta queda seguida. Na comparação com março do ano passado, a queda foi de 2,5%. No trimestre, houve recuo de 1,4%. Os dois dados mais recentes são os piores da série histórica.

Também houve redução nas horas trabalhadas, de 0,2% ante fevereiro; 6,6% sobre março; e de 7,4% no trimestre.

Trimestre

Os indicadores também mostram uma desaceleração na comparação entre o fim do ano passado e o primeiro trimestre de 2009. Nessa comparação, o faturamento está 3,4% abaixo do final de 2008; as horas trabalhadas são 5,6% menores; e o emprego recuou 2,6%. No caso da capacidade instalada, a média do trimestre está 2,6 pontos percentuais abaixo.

Para a CNI, os dados de março ainda não apontam uma nítida recuperação do setor, mas indicam uma estabilização em relação aos piores momentos da crise econômica.

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