Política

Licitação da Nações começa no dia 3

Por Aurélio Alonso | Com Monise Centurion
| Tempo de leitura: 2 min

O processo de licitação para contratação de empreiteira que irá construir a avenida Nações Unidas no trecho Norte, interligando a baixada do Silvino até a rodovia Bauru-Marília (SP- 294), será aberto na quarta-feira, dia 3 de junho. A informação é do secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB). A obra tem o custo estimado em R$ 50 milhões e deverá ficar pronta em 12 meses após assinatura do contrato. A escolha da empresa pode demorar de 60 a 90 dias.

“Quarta-feira teremos a abertura da concorrência para a construção do prolongamento das Nações Norte. É uma obra esperada há muito tempo, que vai ser importantíssima para o desenvolvimento de Bauru”, afirma. Ao todo, serão cerca de oito quilômetros de ruas com quatro pistas, duas em cada sentido. Além disso, a Prefeitura de Bauru já iniciou o processo de desapropriações de terrenos e a licença ambiental foi protocolada no Departamento de Avaliação dos Impactos Ambientais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

A construção da avenida contempla marginais dos dois lados da pista expressa duplicada, contornando a área que será reservada, no meio do traçado, para a posterior instalação do Parque do Castelo. Além da pista expressa em duas faixas de cada lado, a avenida Nações Unidas Norte terá marginais e pista secundária para que o tráfego não interfira no melhor aproveitamento do parque, na parte central do projeto. A espera pela extensão da avenida Nações Norte se arrasta desde 1994.

Antes do 1.º turno das eleições de 2008, o chefe da Casa Civil prometeu a construção da Nações Norte com recursos do governo estadual, após a obra ser excluída de um pacote de investimento do setor rodoviário. A avenida chegou a ser anunciada três vezes no ano passado. Em junho, o governador José Serra (PSDB) incluiu a via no pacote das concessões de rodovias estaduais, mas dois meses depois retirou do cronograma de investimento devido à demanda judicial com a empreiteira Camargo Correa.

Na época, a empresa reivindicava a construção da obra por ter vencido uma licitação antiga. O DER suspendeu o contrato. No entanto, para não atrapalhar o programa de concessões de rodovias, o Estado retirou a obrigação do futuro concessionário assumir a construção da avenida no perímetro urbano. Com isso, o Estado prometeu realizar a obra por conta própria.

A construção das Nações Norte teve o projeto aprovado entre o governo municipal e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que contempla marginais dos dois lados da pista expressa duplicada, contornando a área que será reservada, no meio do traçado, para a posterior instalação do Parque do Castelo. A contratação da obra vai inserir pequenas intervenções que vão acelerar a implantação do Parque do Castelo, cuja área destinada no projeto equivale a 15 vezes as dimensões do Parque Vitória Régia, com lago. A área do parque é de 11 alqueires.

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