Economia & Negócios

Motoristas rejeitam reajuste e podem parar semana que vem

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Após assembléia realizada na noite de ontem, motoristas e cobradores do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Bauru e Região decidiram rejeitar a proposta da Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb) - entidade que engloba as três concessionárias de ônibus que atuam em Bauru - sobre o reajuste de salário e paralisar as atividades. De acordo com dirigentes do sindicato, ainda não há data definida para paralisação.

José Rodrgiues da Silva, presidente do sindicato, afirma que desde o início de maio os trabalhadores discutem com os representantes patronais aumento de salário - o piso atual é de R$ 1.030,00 - e acréscimo nos benefícios. Os trabalhadores pediam reajuste de 16%, R$ 600,00 de participação nos resultados (que atualmente é de R$ 120,00) e dobrar os R$ 150,00 que são pagos de tíquete-refeição.

Inicialmente, a Transurb ofereceu reajuste de 6%, referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Num segundo momento, além dos 6% de reajuste, ofereceu 20% a mais no tíquete-refeição e aumento da participação nos lucros para R$ 360,00, a serem pagos em duas parcelas.

Porém, os trabalhadores recusaram a proposta das empresas e optaram pela paralisação. “A categoria não aceitou o que foi ofertado. E a partir da semana que vem iremos estudar como será a paralisação”, informa Silva. O dirigente garante que a população será avisada sobre a suspensão dos trabalhos, que irá afetar a vida de quem é usuário do transporte público de Bauru. “A comunidade não será pega de surpresa”, garante.

Em comunicado oficial, a Transurb afirma acreditar que os impasses devem ser resolvidos de maneira a não repassar problemas aos usuários e informa que se esforçará para não haver interrupção no serviço. Para as empresas, a proposta enviada aos trabalhadores foi um avanço.

A nota ainda pondera que o salário dos funcionários é o principal formador de custo da tarifa do sistema de transporte coletivo. Por isso, o comunicado afirma que as empresas ofereceram de forma responsável o reajuste para a categoria, já que aumentos são transferidos ao preço da passagem.

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