Apesar de Bauru estar situada numa região onde predomina o cerrado não é sempre que encontramos por aqui frutas como umbu, taperebá, murici, cajá-manga e graviola, entre outras. Pelo menos, a maior parte dos moradores nunca conseguiu experimentar um desses frutos. Muitos nem sequer ouviu falar deles. Mas sentir o sabor dessas frutas tornou-se possível com a chegada, há um mês e meio, de uma sorveteria especializada em picolés do cerrado.
São 47 sabores, dos quais 70% são de frutas típicas do cerrado. Tem também os sabores tradicionais como abacaxi ao leite, banana, limão, mamão papaia e chocolate, entre outros, mas o que chamam a atenção são os sorvetes de nomes exóticos, de frutas desconhecidas. Para quem nunca provou dessas frutas, cada sabor é uma descoberta.
Segundo Iliete Vanzella, proprietária da sorveteria, o picolé de taperebá é o campeão de vendas. Também conhecido como o cajá do Nordeste, o taperebá é rico em vitamina C. Na sequência, vem os sorvetes de cagaita, que lembra uma mistura de abacaxi, limão e hortelã, e de cajá-manga, que segundo Iliete, não tem nada a ver com cajá nem com manga. Por mais estranho que possa parecer, Iliete diz que os sorvetes de cajá-manga e de umbu podem ser saboreados com sal. E ela garante que fica uma delícia.
Iliete não é de Bauru. Ela veio de Campo Grande (MS) especialmente para montar a sorveteria. Ela diz que escolheu Bauru por ser uma cidade quente, que não tinha nenhuma sorveteria que oferecesse os sabores que ela oferece e por ser uma cidade de porte médio, onde o “boca-a-boca” funciona muito bem. Segundo ela, essa é a melhor forma de propaganda.