Esportes

Grupo de torcedores pede saída da família Garcia do Noroeste

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Oito membros da torcida alvirrubra vieram ontem ao JC apresentar insatisfações quanto ao comando do Noroeste. Na oportunidade, pediram a saída da família Garcia. Dentre tantas críticas, apontam a falta de transparência no clube. Ameaçam, inclusive, recorrer à Justiça para terem acesso ao balancete fiscal do Noroeste, caso o documento não seja espontaneamente liberado.

Com a iniciativa, esperam ser informados sobre como foram investidos, por exemplo, os mais de R$ 12 milhões que o presidente do clube, Damião Garcia, diz ter investido. Querem dados ainda das outras aplicações que Fernando Garcia, filho de Damião e investidor, informa ter desembolsado no clube. A cifra superaria R$ 2 milhões. “Não que seja mentira, mas a gente não sabe como foi feito”, comenta o torcedor Ibraim Neto. Ele esteve acompanhado de Renato Neves, Diego Dias, Álvaro Pedroso, Leonardo dos Santos, João Paulo Claus Pavon e Vitor Vieira. Dizem representar toda a torcida.

Segundo o também alvirrubro presente à redação Bruno Lopes, sempre que cobranças são feitas, Damião ameaça deixar o comando. Os torcedores alegam ainda desconhecerem a situação do clube desde abril, quando o Noroeste foi rebaixado em último lugar ao término do Campeonato Paulista. Até hoje, não dispõem de qualquer informação sobre o time, quase às vésperas da Copa Paulista.

Os oito torcedores defendem também uma auditoria. Informaram recear que algo possa estar acontecendo à despeito do conhecimento de todos. Querem uma administração bauruense para o Noroeste. Já dispõem de alguns nomes para assumir o comando do clube.

A idéia é contatar empresários locais e transformar o Noroeste numa sociedade, inclusive com ações na bolsa de valores. Porém, para assumirem o clube, a atual gestão teria de honrar os compromissos que assumiu, explicam.

Outro lado

Ontem a reportagem tentou contato com Damião Garcia, mas não obteve sucesso. O filho dele, Fernando Garcia, no entanto, foi ouvido e questionou o fato de os bauruenses não terem assumido o clube antes da gestão de seu pai. De acordo com o investidor, nem ajuda ofereceram.

Informou que quando Damião assumiu, pagou mais de 120 causas trabalhistas com dinheiro próprio, reformou o estádio, fez o campo do centro de treinamento, os alojamentos e indenizou sócios remidos, por exemplo. Não fosse o presidente do clube, o Noroeste estaria desfiliado da Federação Paulista de Futebol, explica Fernando Garcia. De acordo com ele, nem as taxas cobradas pela federação eram pagas. Ainda segundo Fernando Garcia, o clube hoje não dispõe de um sócio único pagante.

Quando informado que os oito torcedores pediram a saída da família Garcia respondeu que não havia problema e que já havia deixado o clube. “Meu contrato já acabou”, disse. Sobre a permanência de Damião, esclareceu que só o próprio presidente do clube poderia abordar a questão. “A única pessoa que pode reivindicar alguma coisa se chama Damião”, conclui.

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