Tribuna do Leitor

Segregação espacial


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Diga-me onde mora e te direi quem és!!! A segregação sócio-espacial está bem evidente em nossa cidade (Bauru). A segregação social imposta pelas portarias, que são tratadas como espetáculos, como marco distintivo entre dois “mundo”. De um lado a cidade real, de livre acessibilidade, espaços de todos, e do outro lado a cidade idealizada por empreendedores, restrita a poucos moradores. O pai pobre da cidade real, trabalhador, sem registro em carteira é chamado pela cidade idealizada e restrita a poucos moradores a realizar serviços de melhorias, para deixar a cidade idealizada mais confortável. O pai pobre da cidade real é soterrado. O socorro é chamado, aparecem os heróis (bombeiros) da cidade real.

Os HERÓIS jamais deixariam soterrado o pai pobre da cidade real. Cavaram... Cavaram...., sem imaginar que as cidades idealizadas conduziam as sua próprias leis. De repente..... outra fossa se rompe e os Heróis também são soterrados dentro da cidade idealizada. Como citado pelo chefe da Defesa Civil, Álvaro de Brito, ao afirmar que em termos de meio ambiente, não há direito adquirido. Será que existe direito adquirido na cidades idealizadas: “loteamento fechado, loteamento em condomínios, condomínios horizontal, condomínio fechados e condomínios urbanístico”.

Será que é há direito adquiro dentro da cidade idealizada nas áreas verdes e institucionais, sistema de lazer, ruas e praças ou todo o espaço que é do povo? Será que é isso que queremos para a nossa cidade a segregação espacial? Precisamos começar a pensar como restituir a urbanidade em nossa cidade.

Deixo a minha homenagem aos: heróis (bombeiros): Tenente Matheus Augusto Bercke, 28 anos; Sargento Wesley Ferreira, 36 anos. Pai de família: Pedreiro autônomo Antônio Ferreira dos Santos, 64 anos. E aos outros Heróis do Corpo de Bombeiro, Defesa Civil, Polícia Militar, DAE, SAMU, entre outros...

Andreia Almeida Ortolani - estudante de Arquitetura e Urbanismo

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