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Posse do bispo reúne duas mil pessoas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Eram 15h em ponto quando dom frei Caetano Ferrari, 66 anos, deu início ontem à celebração da missa de sua posse como novo bispo de Bauru. Cercado por pelo menos duas mil pessoas, reunidas dentro e fora da Catedral do Divino Espírito Santo, recebeu das mãos do arcebispo de Botucatu, dom Maurício Grotto de Camargo, a cruz que representa a diocese. A beijou três vezes e a apresentou ao povo, justamente na hora da Paixão de Cristo, nem um minuto a mais.

Depois, também recebeu a chave do Santíssimo Sacramento, se dirigiu à capela e permaneceu um breve momento em oração. Na seqüência, deixou a igreja para uma nova entrada, atrás dos padres, apenas à frente do arcebispo, o único a seguir com um báculo – uma espécie de cajado. O lento caminhar dos sacerdotes permitiu a dom frei Caetano Ferrari receber, desde então, o carinho de religiosos e leigos, ainda na Praça Rui Barbosa, em frente à Catedral.

Mais de 400 pessoas acompanharam a missa do lado de fora da igreja. As outras se apinhocavam dentro dela. Mas a aglomeração não foi o único indicativo da importância da cerimônia, que durou mais de 2h30. O traje de cada um dos sacerdotes também chamava atenção. Cada qual a seu estilo, todos vestiam túnicas brancas e casula vermelha em menção ao Dia de Pentecostes. Na ocasião, os católicos reverenciam o Espírito Santo, padroeiro de Bauru – cuja festa também foi comemorada ontem.

Bispos e o arcebispo ainda trajavam a mitra, uma espécie de chapéu utilizado somente em ocasiões especiais.

No altar foi lida a carta apostólica com a nomeação de dom frei Caetano. Autoridades de Bauru, como o prefeito Rodrigo Agostinho, acompanharam a missa, realizada na Catedral decorada com flores vermelhas. Os vereadores Fernando Mantovani e Fabiano Mariano estiveram presentes, assim como o prefeito de Pirajuí, Jardel de Araújo, e a vice Juliana dos Reis.

A eles foram reservados os bancos da frente, assim como para a família do bispo. Outros fiéis, no entanto, não mostraram cerimônia e sentaram pelo chão em vários pontos da catedral. A missa começou presidida pelo arcebispo de Botucatu dom Maurício Grotto de Camargo. Logo no início da celebração, ele transferiu o báculo a dom frei Caetano, que passou a conduzir a cerimônia. Tudo sob aplausos do rebanho, formado não só por católicos de Bauru, como também por fiéis de Franca, Pirajuí e Rio de Janeiro. A maioria veio em caravana.

Muitos se revezavam próximo ao altar para fotografar a cerimônia. No altar, permaneceram o arcebispo, os bispos, além dos padres integrantes do colégio de consultores. Foram eles que elegeram o administrador diocesano Luiz Eduardo Monteiro Fontana, pároco em Iacanga, enquanto a diocese permaneceu como Sé Vacante (sem bispo).

Os padres acomodaram-se nas 11 primeiras fileiras. Entre cabeludos, com brincos e anéis, demonstravam diversidade, sem perder o carisma e o respeito. Na saída, todos foram cumprimentados por membros das comunidades onde trabalham, também presentes na festa.

Família em Bauru

Dom frei Caetano Ferrari tem parentes em Bauru. Sua prima de segundo grau, Maria Helena Ferrari, mora do Núcleo Habitacional Edison Francisco da Silva (Bauru 16). Ontem admitiu que sempre nutriu a expectativa de vê-lo como bispo de sua cidade. Prestigiou a cerimônia assim como Josefina Maria Ferrari Vasselai, irmã do novo bispo de Bauru, que veio de Bragança Paulista.

“Para mim é uma alegria muito grande. Que Deus o ilumine e o Espírito Santo o ajude a fazer um bom trabalho, que reúna seu rebanho”, comentou ela, para quem a região de Bauru é querida. A família deles é de Pirajuí, de onde veio José Ferrari, outro irmão de dom frei Caetano. Após participar das oferendas, confessou: “Agora ele estará sempre em casa”. Cerca de 50 familiares prestigiaram a posse.

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