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Blitz flagra fumantes em local fechado

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Fumantes se desfazendo do cigarro rapidamente ou escondendo o maço com receio de serem punidos. Esta foi a cena mais comum presenciada pela equipe do Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado que fez blitze educativa em bares, restaurantes e casas noturnas de Bauru anteontem à noite visando orientar sobre a lei antifumo que entrará em vigor no próximo dia 7 de agosto. A partir deste dia, estará proibido fumar em lugares públicos fechados no Estado de São Paulo.

As blitze na cidade começaram por volta das 22h30 e chamaram à atenção dos freqüentadores dos cinco locais visitados. Já os proprietários do estabelecimentos onde a equipe passou, apesar de surpresos com a presença dos agentes da Vigilância Sanitária, mostraram que já começaram a se adaptar à nova realidade. Além de orientar sobre a lei, usando um aparelho denominado monoxímetro os agentes mediram a quantidade de monóxido de caborno expirado pelas pessoas que se propuseram a fazer o teste.

O proprietário do primeiro estabelecimento visitado em Bauru, Valdenir Sanuezzo, disse aos técnicos da CVS que tem procurado eliminar ao máximo o consumo de tabaco dentro do seu restaurante. De acordo com ele, apenas 10% das mesas disponíveis são destinadas aos fumantes, mas que quando a lei entrar em vigor esse espaço deixará de existir.

Sanuezzo espalhou pelo estabelecimento placas sobre a proibição de se fumar no local. “Eu achei importante a criação dessa lei, que veio em boa hora. Nós, proprietários dos estabelecimentos, somos o verdadeiro elo entre a lei e os fumantes”, acredita.

Muitos clientes aproveitaram para se manifestarem a favor da nova lei. Fernando Mastrangelli, que não é fumante, aprovou a iniciativa do governo. De acordo com ele, é constrangedor para quem não fuma ter que dividir um ambiente fechado com um fumante. “A iniciativa é campeã. Só temos que aplaudir e colaborar para que funcione de verdade”, disse.

Luciana Luppi também se manifestou a favor da proibição. “Tinha que punir não só o estabelecimento, mas também quem for pego fumando”, sugeriu. Para provar que no ambiente do seu estabelecimento o ar respirado pelas pessoas é de boa qualidade, Sanuezzo topou passar pelo teste do monoxímetro, que apontou no ar expelido uma baixa concentração de monóxido de carbono.

Em outro estabelecimento a blitz também causou surpresa nos freqüentadores. Roberto Fulop, um dos proprietários, permitiu a entrada da equipe da CVS e informou aos técnicos que para desmotivar os fumantes a consumirem o cigarro no local retirou os cinzeiros de todas as mesas. “Agora a gente só fornece o cinzeiro se a pessoa pedir e ainda precisa ser na área reservada para os fumantes, que deixará de existir”, informou Fulop.

Ele também fez o teste com o monoxímetro, que apontou quantidade insignificante de monóxido de caborno no ar expelido. Numa pizzaria, os técnicos se surpreenderam já que o fumo no local está totalmente proibido. Maria Cristina Megid, integrante da equipe da CVS, explicou que a blitze servem para orientar e esclarecer dúvidas tanto dos proprietários dos estabelecimentos quanto da população. “Vamos visitar as 28 cidades sedes de Vigilância Sanitária no Estado e cada regional ficará responsável por fazer o mesmo trabalho nas cidades de sua abrangência”, explicou Megid.

Bauru foi a segunda regional a receber a blitz educativa - a primeira foi Ribeirão Preto. “Até o momento, estamos sendo muito bem recebidos e pudemos perceber que as pessoas estão por dentro da existência da lei e que estão se preparando para cumpri-la”, garante. Além dos técnicos da CVS estadual, Mário Ramos de Paula e Silva, integrante da Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, acompanhou de perto os trabalhos da equipe.

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