Brasília - O Ministério da Saúde informou ontem que diminuiu o número de casos suspeitos da gripe suína -influenza A (H1N1) - em acompanhamento pelas autoridades sanitárias - 17 casos suspeitos são monitorados. O Brasil tem 20 casos confirmados da doença. Até ontem, 19 casos eram considerados suspeitos.
Os casos suspeitos estão nos Estados de Alagoas (1), São Paulo (3), Rio de Janeiro (5), Distrito Federal (2), Goiás (1), Rondônia (1), Rio Grande do Norte (3) e Bahia (1). Outros 22 casos estão em monitoramento em nove Estados e outros 365 foram descartados até o momento, segundo o ministério.
Até ontem, os casos confirmados no País estão nos Estados do Rio (5), São Paulo (8), Minas Gerais (1), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (4) e Tocantins (1). Em todos os casos, equipes sanitárias dos Estados realizam busca e monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com os pacientes.
Segundo o ministério, são seis os casos detectados de transmissão autóctone (dentro do território nacional), todos com vínculos com pacientes procedentes do Exterior. Desse modo, a transmissão no Brasil é limitada e não há evidência de sustentabilidade da transmissão de pessoa a pessoa do vírus da doença.
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).