Modalidade que mais leva atletas para os Jogos Regionais, o atletismo de Bauru terá reforços para a edição deste ano da competição, que será realizada em julho, em Pirassununga. Segundo as contas do técnico da modalidade na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, Alcides dos Santos Gonçalves, o Cabo Alcides, 58 atletas entre masculino e feminino já estão inscritos como possíveis representantes da cidade na 53ª edição dos Regionais.
O grupo, formado por atletas experientes e principiantes de futuro promissor, ainda será enxugado, conforme explica Cabo Alcides. “Estão pré-selecionados 34 atletas para o masculino e 24 para o feminino. Mas quando chegar mais perto do início dos Jogos, vamos fazer uma avaliação e selecionar os 25 homens e as 20 mulheres que irão competir em Pirassununga”, informa o treinador.
Bauru terá ao menos dois representantes em todas as provas do atletismo. Serão corridas de 100m, 200m, 400m, 800m, 1.500m, 5.000m e 10.000m, tanto no masculino, quanto no feminino. Ainda terão as provas de 110m com barreiras no masculino e 100m com barreiras no feminino; 400m com barreiras masculino e feminino, revezamentos 4 x 100m e 4 x 400m em ambos os sexos. Além do arremesso de peso, de disco, do dardo, do martelo, o salto em distância, o salto em altura, o salto com vara e o salto triplo.
Entre os atletas bauruenses, Cabo Alcides destaca a jovem Heloísa Aparecida Souza Santos, de 15 anos, Oziel Pereira da Silva, o Indião, e Wilom Braldo de Jesus Santos, como possíveis medalhistas em Pirassununga. “A Heloísa é uma menina que tem um futuro muito promissor no atletismo e pode nos ajudar bastante nos Regionais. O Oziel é um atleta que tem muita força de vontade e será nossa aposta nos 5.000m. O Wilom é um atleta que já defendeu o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e também pode fazer a diferença nas provas de 5.000m e 10.000m”, enumera.
Mas como ocorre ano a ano, as dificuldades do atletismo bauruense podem limitar o desempenho da cidade nos Jogos. Bauru não tem pista de atletismo, nem para treinar, muito menos para sediar competições. Mesmo assim, no ano passado a equipe faturou sete medalhas – uma de ouro, duas de prata e quatro de bronze. Os atletas treinam improvisados no campo do Oriente e muitos não têm nem calçado para vestir. Outros, precisam conciliar os horários de trabalho com os treinamentos.
“Fazemos um trabalho de base e formamos, além de atletas, cidadãos. Mas os jovens dificilmente conseguem dar continuidade no esporte, porque quando completam 15 anos já precisam trabalhar para ajudar a família e acabam deixando o esporte. Mesmo assim estamos unidos, somos uma família que está reunida pelo bem do atletismo de Bauru”, lamenta o treinador.
Hoje, Cabo Alcides atende no Campo do Oriente mais de 100 crianças que aprendem as primeiras noções do atletismo. A escolinha de atletismo tem o apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) e da Acae do Jardim Petrópolis e do Jaraguá.