Iacanga - Com o objetivo de estimular a adesão da população à coleta seletiva do lixo, a prefeitura de Iacanga (50 quilômetros de Bauru) lançou anteontem a campanha “Iacanga - recicle esta idéia!”. Inicialmente, por meio de uma parceria entre a Diretoria de Agricultura e Meio Ambiente e a Diretoria de Educação do município, estão previstas a realização de palestras nas escolas municipais, estaduais e particulares e a organização de visitas dos alunos à Estação de Tratamento de Esgoto da cidade. Além disso, o nome do mascote da campanha será escolhido por meio de um concurso, que envolverá toda a comunidade, comércio, empresas e indústrias do município.
Segundo a diretora de Agricultura e Meio Ambiente de Iacanga, Letícia Coti, a campanha de conscientização foi lançada por ocasião da Semana do Meio Ambiente. “A partir da semana que vem, nós vamos envolver a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), a terceira idade e os próprios funcionários da prefeitura”.
A diretora explica que um caminhão da prefeitura de Iacanga estará percorrendo a cidade todas as segundas e quintas-feiras com o objetivo de recolher o lixo seco (reciclável), que deverá ser separado do lixo úmido (não-reciclável) pela própria população. Os materiais recolhidos serão encaminhados à Usina de Reciclagem do município.
De acordo com Coti, por meio da campanha Iacanga pretende aumentar a vida útil do aterro municipal, melhorando a qualidade de vida da população.
Segundo ela, a prefeitura adquiriu uma área de dois alqueires com o objetivo de aumentar o aterro, que já está chegando no seu limite. A administração aguarda a liberação das licenças ambientais para o uso da área.
A diretora lembra ainda os prejuízos da não-separação e não-reciclagem do lixo. “O primeiro é que o material leva muito tempo para se decompor na natureza. O outro é o custo da produção de novos materiais, que podem ser fabricados com grande economia a partir da reciclagem, além do risco de contaminação dos aterros que recebem todo tipo de lixo”, afirma. “Vale ressaltar que uma garrafa pet, por exemplo, leva cerca de 400 anos para ser totalmente decomposta na natureza; um papel, de três a seis meses e um chiclete, 5 anos. Por isso, quando alguém participa da coleta seletiva, a cidade inteira sai ganhando”.