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A necessária expansão no crédito

Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 1 min

Números disponibilizados pelo Banco Central do Brasil apontam para normalização no volume de crédito concedido no mercado. Com o advento da crise internacional, os bancos e demais intermediários financeiros se retraíram por prevenção, acreditando que poderia ocorrer um crescimento na inadimplência. Foram duas decisões conjuntas que reduziram o apetite em emprestar recursos: provisionamento para eventual aumento da inadimplência e maior seletividade na concessão de crédito.

Neste momento, já de olho na recuperação da economia (lenta, mas indicando recuperação), os intermediários financeiros começam a voltar ao mercado. Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, uma forma de aumentar os ganhos dos bancos é emprestar ao público. É aquilo que as empresas não-financeiras já fazem: reduzem os preços e ganham no volume. Desta maneira, há um aumento na competitividade entre os bancos.

Os bancos oficiais, ligados ao governo Federal, já deram o primeiro passo no sentido de alinhar as taxas dos financiamentos a esta nova realidade da economia brasileira, que é de conviver com juros em patamares menores.

Quando se pensa no consumo, as duas principais molas propulsoras são a renda e o crédito. Considerando que a renda do brasileiro está em parte comprometida, quer pelo menor nível de emprego, quer pelo achatamento dos salários ou até mesmo pela própria retração do público consumidor, o crédito barato pode ser o grande fomentador do aumento do nível de atividade econômica no País.

Devemos trabalhar fortemente para que os juros no Brasil sejam compatíveis com estabilidade econômica, saindo da zona da especulação e entrando no campo do apoio a geração de riqueza. A expansão de crédito é extremamente necessária.

O autor, Reinaldo Cafeo, é economista, articulista e colunista do JC

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