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Campeonato Brasileiro: Santos tenta a ‘trinca’ no ABC

Sanches Filho
| Tempo de leitura: 2 min

O Santos quer confirmar o bom começo de Campeonato Brasileiro com a terceira vitória seguida, hoje, às 21h, diante do Santo André, no estádio Bruno José Daniel, em Santo André. Sem jogadores machucados ou suspensos, o técnico Vágner Mancini repete o time que derrotou os reservas do Corinthians, no domingo passado, na Vila Belmiro.

Diferente da campanha no Brasileirão do ano passado - com duas derrotas, uma vitória e um empate nas quatro primeiras rodadas -, a equipe do Litoral é o melhor dos paulistas no Nacional até este momento, com oito pontos - duas vitórias e dois empates - e já pensa em título. “Vivemos um bom momento e temos que manter esse desempenho em busca de um aproveitamento de 70% dos pontos. Se conseguirmos, o Santos terminará a competição entre os três primeiros. E é quase certo que estará na briga para ser campeão”, projetou o treinador.

Mancini superou as turbulências em conseqüência da desclassificação na Copa do Brasil, com derrota diante do fraco CSA, de Alagoas, em plena Vila Belmiro, e da perda do título paulista para o Corinthians, e volta a ter alto índice de aprovação entre os torcedores e internamente. Seu ataque é o melhor da competição com 11 gols, seis a mais que o Internacional, o time da moda e que lidera com folga o Brasileirão, sem ponto perdido. E são boas as possibilidades de somar mais seis pontos, com vitórias na rodada de hoje e na seguinte, no próximo dia 13, contra o Botafogo, no Engenhão.

“É inegável que hoje disponho de mais opções do que no Campeonato Paulista. E não é pela chegada de reforços, mas pela recuperação de alguns jogadores que estavam aqui e agora estão num momento melhor”, explicou Mancini. “Além disso, a nossa chance de deslanchar é agora porque somos um dos poucos grandes focados apenas no Brasileiro”, acrescentou.

O que mais diferencia o Santos de hoje daquele que Mancini encontrou, após a demissão de Márcio Fernandes na sétima rodada do Campeonato Paulista, é que o time não depende mais dos gols de Kléber Pereira para vencer. Para o técnico, graças ao seu esquema de jogo. “A primeira coisa foi mostrar que esse esquema, que deu certo no Paulista e também no Vitória, é eficaz. Os jogadores entenderam e hoje os gols são feitos por vários jogadores, o que dificulta a tentativa do adversário de nos marcar.”

Porém, Mancini reconhece que, na verdade, a diferença desse Santos são os meias Madson, incansável, movimentando-se por todos os lados, confundindo a marcação adversária e abrindo espaços para os companheiros e, principalmente, Paulo Henrique Lima, o Ganso. Com futebol de toques requintados e passes precisos, ele já deixou Neymar no banco de reservas e melhora de jogo para jogo.

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