São Paulo - Pelo menos mil professores da rede estadual de São Paulo fizeram manifestação ontem à tarde em frente à Assembleia Legislativa para reivindicar reajuste salarial de 27,5% e protestar contra dois projetos do governador José Serra (PSDB) que tramitam na Casa.
Um dos projetos determina que os professores temporários que entraram depois de junho de 2007 tenham contratos limitados a 24 meses - no texto inicial, o prazo era de 12 meses.
O outro propõe que educadores que prestarem concursos públicos terão, depois de aprovados, de fazer quatro meses de um curso de formação e, ao término, uma nova prova.Após participar de uma audiência pública para discutir os projetos, com a presença do secretário Paulo Renato Souza (Educação), os professores decidiram suspender a greve da categoria, que começou ontem.
Parte dos professores, descontentes com a suspensão da greve, ameaçaram invadir a Assembléia, e houve tumulto.
Polícia volta à USP
A Polícia Militar voltou a ocupar ontem, pela segunda vez em uma semana, o campus da USP na zona oeste de São Paulo para impedir que funcionários em greve bloqueassem a entrada de prédios, como a reitoria. O policiamento deve ficar na universidade enquanto os piquetes dos funcionários grevistas continuarem, diz a PM.
A presença da PM na universidade causou protestos de alunos e professores.