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Eliminatórias da Copa: Robinho promete ousadia contra uruguaios amanhã

Bruno Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Contra um rival que abusa da virilidade, da catimba e da marcação forte, o atacante Robinho não tem dúvida: o drible, sua principal especialidade, é a melhor arma para desmontar o Uruguai, amanhã, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, e acabar com o jejum de 33 anos sem vitória do Brasil em Montevidéu - a última foi em 1976, triunfo por 2 a 1. A ordem é arriscar as jogadas individuais.

“É importante a pedalada ou qualquer outro tipo de drible. Eles marcam forte e é fundamental, logo no início de partida, deixá-los com um jogador pendurado com cartão para recuá-los”, explicou Robinho, que promete partir para cima dos uruguaios com a audácia que lhe é peculiar.

“Não estou preocupado com as entradas duras. Existe juiz em campo para evitar isso e espero que ele apite corretamente”, declarou o atacante, certo de que o jogo deste sábado será complicadíssimo. E não somente pela rivalidade histórica entre os dois países e a qualidade técnica da equipe uruguaia. “Em casa, eles sufocam e fazem muitas faltas”, comentou.

Além do drible, a receita para superá-los, segundo Robinho, é valorizar a posse de bola e nunca abdicar do ataque. “Espero que a gente possa derrotá-los desta vez. Realmente, nunca vi a seleção brasileira ganhar lá”. Chegou a hora? “Cada jogo tem sua história. O Brasil tem sempre a obrigação de vencer”.

A começar por este sábado, em Montevidéu. A meta é vencer o Uruguai, superar o Paraguai, na próxima quarta, no Recife, também pelas Eliminatórias, deixando a classificação para a Copa de 2010 praticamente assegurada, e faturar a Copa das Confederações, que começa no próximo dia 14, na África do Sul. Missão longe de ser fácil.

Dunga

O técnico Dunga espera um jogo duro no Uruguai, de muita correria, pegada e velocidade. Ele gostou do que viu no coletivo de ontem. Os titulares derrotaram os reservas por 1 a 0, gol de Juan, num coletivo que durou 45 minutos.

Dunga adiantou que Maicon, contundido, dificilmente jogará. Portanto, a escalação da seleção está definida com Júlio César; Daniel Alves, Juan, Lúcio e Kleber; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano. “É a melhor formação. Se a gente trocar toda hora, não vamos chegar a lugar nenhum. Só vamos passar insegurança para os jogadores.”

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