São Paulo - O preço da cesta básica, que reúne produtos alimentícios essenciais, voltou a subir em maio. Pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que ela está mais cara em 15 das 17 Capitais pesquisadas.
As maiores elevações foram registradas em Recife (8,57%), Natal (4,90%), Salvador (3,90%), Porto Alegre (3,67%) e Aracaju (3,08%). Na outra ponta, as duas quedas ocorreram no Rio de Janeiro (-0,71%) e Fortaleza (-0,51%).
Porto Alegre continua ser a Capital com a cesta básica mais cara (R$ 243,43), seguida por São Paulo (R$ 227,36) e Vitória (R$ 225,45%). Já Aracaju, apesar da alta de 3,08%, ainda tem a cesta mais barata (R$ 168,80), seguida por Fortaleza (R$185,33) e João Pessoa (R$ 189,00).
Com base na cesta básica mais cara e considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese calcula qual deveria ser o salário mínimo ideal.
Assim, em maio, o valor do mínimo necessário seria de R$ 2.045,06, ou seja, 4,40 vezes o piso atual (R$ 465,00). Em abril, o salário mínimo do País deveria ser de R$ 1.972,64 (4,24 vezes o mínimo vigente).
O arroz e o feijão, ingredientes tradicionais dos pratos dos brasileiros, ficaram mais baratos em 16 das Capitais. A maior queda ocorreu em Vitória, onde o preço caiu 13,45%, enquanto em Aracaju a queda de preço foi de 12,70%.
No acumulado do ano, o preço feijão apresentou forte retração, como em Fortaleza (-50,22%), Belém (-48,83%), São Paulo (-48,66%) e Aracaju (-47,00%). A menor queda ocorreu em Brasília (-13,40%).
Já o preço do arroz subiu apenas em Porto Alegre (1,08%), caindo 5,26% em Florianópolis e 4,76% em Salvador. A carne, por sua vez, subiu em 11 cidades. Destaque para as altas registras em Vitória (5,41%), Recife (4,27%) e Florianópolis (3,36%).