Política

Comitê de gestão ambiental quer reduzir em 30% uso de recursos


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O comitê gestor denominado “Atuação Responsável”, grupo que estuda a implantação da gestão ambiental na Prefeitura de Bauru, quer reduzir em cerca de 30% o uso dos recursos ambientais por meio de ações ou medidas econômicas, investimentos e providências institucionais e jurídicas, com a finalidade de manter ou recuperar a qualidade do meio ambiente, assegurar a produtividade dos recursos e o desenvolvimento social. A informação é do secretário da Administração, Renato Gragnani, que encabeça os trabalhos, junto com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma).

“O prefeito pediu a implantação de uma gestão ambiental na pasta, que, posteriormente, vai servir de modelo para as outras secretarias. O grupo se reúne toda sexta-feira para discutir as metas a serem cumpridas. Já fizemos o levantamento do impacto das atividades do prédio da Nuno de Assis, de tudo o que é consumido”, afirma.

O consumo médio de papel utilizado pela Secretaria Municipal da Administração, por exemplo, é de 120 resmas ao mês. O consumo de copos de água e café é de 300 fardos de 100 unidades ao mês. Já a prefeitura, incluindo todos os setores de todas as secretarias, consome anualmente cerca de 6 toneladas de pó de café. Algumas atitudes estão sendo tomadas para mudar esta situação, como a substituição dos copos descartáveis por copos de vidro e xícaras para café, o pó de café depois do uso está sendo separado para ser utilizado como adubo pela Semma, além do registro de preço de papel reciclado, para futura aquisição.

Além disso, o comitê pretende apresentar ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) um programa de contratação pública sustentável. “A prefeitura é um grande comprador no município, ela vai mudar as atitudes de compra, vai fazer com que os próprios fornecedores comecem a se adaptar. Isso vai gerar uma cadeia de eventos positivos. Vai fazer com que os produtores mudem suas atitudes e, conseqüentemente, os consumidores. Portanto, essa comissão irá propor um programa de contratação sustentável, fomentando políticas sociais, processos de minimização de geração dos resíduos, buscando a criação de tecnologias que não geram poluição ao meio ambiente, produtos que apresentam baixa toxidade, a racionalização do uso da matéria-prima, enfim, muitas coisas que são revertidas para a melhoria do meio ambiente”, diz Gragnani.

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