Política

Custo de capina chega a R$ 1,7 milhão

Monise Centurion
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A administração municipal pagou cerca de R$ 1,7 milhão pelo serviço de capinação à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) somente nos cinco primeiros meses deste ano. Durante o período, quatro equipes realizaram o trabalho em aproximadamente 872 mil metros quadrados para as secretarias de Educação e Meio Ambiente (Semma).

Apenas a pasta ambiental teve de desembolsar R$ 1,243 milhão este ano para pagamento dos serviços, mesmo tendo em seu quadro cinco equipes - uma delas específica - para cuidar da capinação, varrição e recolhimento dos resíduos em Bauru. De acordo com a Semma, o serviço é “terceirizado” dentro do próprio governo, quando a secretaria não dá conta de atender a demanda do município.

“Em termos de contratação, a gente tem que manter um controle muito severo por causa da questão da responsabilidade fiscal, que inibe o número de funcionários que a gente pode contratar. Desse modo, a Emdurb é a nossa opção momentânea para fazer esse serviço. Nós fazemos o que damos conta. A gente repassa o serviço para eles (Emdurb) para que a gente possa adiantar o serviço”, afirma o secretário da Semma, Valcirlei Gonçalves da Silva.

De janeiro a maio, a secretaria informa que realizou a limpeza de cerca de 1 milhão de metros quadrados. Cada equipe que integra a Divisão de Praças e Áreas Verdes (Dipave) da Semma possui nove funcionários, que ainda assim são insuficientes para cobrir todo município. “Nós estamos efetuando alguma contratação, mas é aos poucos. Este ano vieram para a Semma 19 funcionários, que estão sendo usados para repor mão-de-obra. Esporadicamente, a Emdurb ainda nos ajuda com coleta de galhos.”

Sem atingir toda a demanda, a Semma contrata a Emdurb, que cobra R$ 2,06 por metro quadrado capinado. O valor tabelado é decidido por meio de resolução da administração municipal. A taxa muda anualmente, de acordo com os índices financeiros praticados no ano. Além da Semma, a Emdurb também presta serviços para a Secretaria Municipal de Educação, que gerencia 79 unidades escolares, entre escolas de educação infantil e fundamental. Nos cinco primeiros meses de 2009, a pasta chegou a pagar R$ 552,7 mil para capinar as instituições. A secretária da pasta, Majô Jandreice, foi procurada pela reportagem em seu celular, no final da tarde, mas não foi possível localiza-la.

De acordo com o chefe da Limpeza Pública, Antônio Carlos Ferrasi, no início do ano a demanda nas escolas é grande. “Chegamos a deslocar mais de uma equipe para fazer o trabalho. Ainda mais por causa das chuvas. Nessa época, o mato cresce mais rápido. Depois, fazemos a manutenção dessas escolas. Dentro de dois ou três meses, a gente tem de fazer o retorno.”

Para cobrar da administração, a Emdurb fez uma espécie de mapa de cada unidade escolar, que contém a metragem da área verde, do prédio, do parquinho e de outras construções. No início deste ano, uma funcionária da empresa visitou cada instituição municipal e desenvolveu o roteiro. Toda a vez que é solicitada a visita da equipe da Emdurb, os funcionários se apresentam com o mapa daquele local. A medição do trabalho é feita em metro quadrado, subtraindo as áreas que não são verdes, especificadas no roteiro.

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Mais equipes

A Emburb planeja aumentar o número de equipes que realizam a capinação em Bauru. De acordo com o diretor de Limpeza Pública, Ewerton Mussi Hunzicker, o número deve saltar de quatro para sete. “A idéia é também diminuir as equipes e redistribuí-las em novas. As sete kombis compradas já chegaram e serão usadas no transporte das equipes de capinação e limpeza, varrição e pintura de guias.” Segundo a Emdurb, o investimento foi de, aproximadamente, R$ 280 mil.

Os funcionários da capinação trabalham em quatro equipes de nove pessoas cada, contando com o motorista. A jornada de trabalho é de nove horas, com uma de almoço, de segunda a quinta-feira. Na sexta, é cumprida a jornada de oito horas. O horário contempla as 44 horas semanais para cada funcionário. “Foi um acordo feito com os funcionários”, afirma.

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