Esportes

Alfredo de Castilho faz 49 anos hoje

Gabriel Pelosi
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto o País vive a expectativa de sediar uma Copa do Mundo e o assombro de não ter sequer um estádio moderno a ponto de receber uma partida da maior competição do futebol mundial, Bauru comemora os 49 anos do Alfredo de Castilho, para alguns, o “Alfredão”.

O dia 5 de junho tem um significado especial na história do Esporte Clube Noroeste. Foi nessa data, em 1960, que ocorreu a inauguração do estádio na Vila Pacífico, construído pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) com os meios financeiros fornecidos pela Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA). Hoje chamado de Alfredo de Castilho, inicialmente o estádio recebera o nome de Ubaldo Medeiros – engenheiro que lutou junto à direção da RFFSA para conseguir o valor necessário sua construção.

Segundo conta a história e os arquivos do jornalista e coordenador do suplemento Bauru Ilustrado do JC, Luciano Dias Pires, a construção do atual complexo esportivo do Alvirrubro foi iniciada na gestão do general Américo Marinho Lutz, então diretor da ferrovia, em 1953. No ano seguinte, com o suicídio do presidente Getúlio Vargas e as modificações surgidas na política nacional, foi nomeado para a direção da NOB o engenheiro Ubaldo Medeiros. As obras começaram pelas piscinas e ginásio de esportes, inaugurados em 1956. Na época, o clube bauruense possuía um campo na rua Quintino Bocaiúva, próximo de onde hoje fica o Sesi de Bauru.

Mas, em 1958, quando um incêndio destruiu parcialmente as arquibancadas do velho campo do Noroeste, o então novo superintendente da NOB se esforçou ao máximo até conseguir, junto a direção da RFFSA, verba suficiente para construção do atual campo de futebol do Alvirrubro. As obras, em ritmo acelerado, permitiram que em 5 de junho de 1960 as novas dependências, agora para 20 mil pessoas, pudessem ser inauguradas.

Na ocasião da inauguração do Alfredão, várias solenidades foram realizadas, com muitas homenagens, bem como um jogo amistoso entre Noroeste e Palmeiras.

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