Internacional

Mensagens automáticas sobre a velocidade do avião são ‘incoerentes’

Folhapress
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Paris - O órgão francês responsável por investigar as causas do acidente com o Airbus A-330 da Air France afirmou ontem que as mensagens automáticas enviadas pela aeronave não revelam a exata velocidade em que o avião voava .

A Agência de Investigação de Acidentes disse ainda que apenas duas coisas são claras: que as mensagens enviadas eram “incoerentes” a respeito da velocidade, e que o avião passou por uma turbulência e uma tempestade.

O órgão francês alertou ainda para o risco de “interpretações erradas ou especulação” sobre a queda do Airbus. Segundo o jornal francês “Le Monde”, fontes do escritório de pesquisas e análises (BEA, na sigla em francês), afirmaram que a aeronave viajava com velocidade “incorreta” no momento da queda.

De acordo com as fontes ouvidas pelo jornal, a velocidade pode ser um dos motivos que levou à queda do vôo AF 447. “Um dos possíveis motivos do acidente, embora haja várias incógnitas, é que o avião voava com uma velocidade incorreta sobre o oceano Atlântico em uma zona de fortes turbulências”, disse o “Le Monde”.

No Rio, o chanceler francês, Bernard Kouchner negou ontem que a França - que coordena as investigações sobre o acidente - esteja escondendo informações sobre as causas da tragédia.

“Por enquanto, neste momento, não existe nenhuma explicação (para o acidente). Não estamos escondendo nada, nem teríamos razão para esconder nada”, disse Kouchner, em pronunciamento feito às famílias das vítimas brasileiras.

Não há sobreviventes

Não há chance de haver sobreviventes. A constatação foi transmitida aos familiares de passageiros pelo próprio presidente da Air France, Pierre Henri Gourgeon, segundo Guillaume Denoix de Saint-Marc, que contou ter testemunhado a conversa reservada quando foi confortar parentes das vítimas, a pedido das autoridades francesas. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Air France disse que não comentaria o relato.

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