Em países como o Brasil, onde não há autobans, quando o condutor tem a prerrogativa de viajar em um veículo veloz, deve aproveitá-lo para fazer ultrapassagens seguras, por exemplo, e não para cumprir o percurso entre Bauru e São Paulo a 220 quilômetros por hora.
“Poder ele pode, mas não tem permissão para isso. Por isso, existe radar. Pode usar (velocidade alta) em trechos da estrada. Carros são pensados para estrada, não para cidade. A pessoa que tem um carro mais veloz não precisa andar a 220 quilômetros por hora com ele. Mas numa ultrapassagem, tem motor mais forte para ultrapassar com segurança”, reitera o engenheiro mecânico Marcos Serra Negra Camerini.
Veículos com motor 1.0 lotados de passageiros só podem ultrapassar quando a pista está limpa do outro lado, enfatiza Camerini. “O cara quer ultrapassar em uma subida, numa curva, e têm as colisões frontais que a gente vê por aí. O limite que a gente tem de 120 quilômetros por hora nas estradas é mais do que suficiente para fazer uma viagem tranqüila e com segurança”, avalia o engenheiro.
Nas estradas da região, os excessos são flagrados por radares do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e das concessionárias. Segundo o Policiamento Rodoviário, as colisões frontais registradas em tais vias normalmente são resultado de ultrapassagens promovidas em trechos proibidos.
No Brasil
A lista dos dez carros mais velozes do mundo, divulgada pelo site Bocaberta. org, foi confirmada pela reportagem com especialistas no assunto. Mas, dentre os entrevistados, ninguém se arrisca a fechar um ranking, sem estudo prévio, dos mais rápidos veículos encontrados freqüentemente nas ruas brasileiras.
Ainda assim, eles admitem estar no topo da lista o Honda Civic SI, Fiat Linea T-Jet e o Fiat Punto T-Jet.
Outros apontados como velozes são o Lobini, fabricado no Brasil, mas voltado especialmente para a exportação, o Citroën C4 VTR e o Golf GTI, que saiu de linha neste ano. A relação ainda contempla o Volkwagen Passat V6, não fabricado no País, o Audi A3, o BMW 130I, o Focus 2.0, o Ômega V6, o Hyundai Azera e o Peugeot 307, além de alguns modelos Mercedes Benz, por exemplo. Eles, ao menos, são encontrados na rua.
Segundo um dos especialistas, é possível que não haja sequer um Bugatti Veyron em solo tupiniquim. A cada ano, são produzidos cerca de 20 unidades do superesportivo no mundo.