Tribuna do Leitor

Vale do igapó


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Por que o bairro Vale do Igapó continua abandonado pelas autoridades? Por que este chão do cerrado fica à merce de ladrões, de destruidores do meio ambiente, de locadores inescrupulosos que somente visam lucros e esquecem que há moradores idosos por aqui também, locando suas casas para bandos de selvagens citadinos que se utilisam de som pela madrugada afora no mais alto volume, como se fossem párias de uma sociedade sem lei? O bairro está ficando um verdadeiro aterro sanitário, quer prova? É só percorrer a Alameda das Andorinhas, asfaltada, principal acesso do bairro e outras de terra, a maioria, como também em terrenos baldios que seus ilustres donos não fazem a limpeza determinada em lei. Até quando? Quando será que o IPTU que as prefeituras de Bauru/Agudos/Pederneiras, pois o bairro abrange os três municípios, farão alguma coisa que venha a favorecer seus proprietários, que labutam dia-a-dia para sua sobrevivência na maioria e nada têm de retorno e se deixarem de recolher tal tributo ainda corremos risco de multa?

A mídia bem que poderia dar uma forcinha e agradecemos o que ela já tem feito por nós. É só pesquisar nesse corretíssimo matutino o bairro Vale do Igapó, desde 1999 criado. Pena que a cobiça subiu à cabeça de seu loteador e não cumpriu as exigências da lei vigente quanto à entrega do bairro às prefeituras com as infraestruturas obrigatórias para um loteamento, com conivência dos srs. prefeitos que passaram e quiçá também pelos atuais - pois recolhem o famoso IPTU e não vemos retorno, sendo que esse loteador exige a cobrança de uma taxa altíssima dizendo ser para segurança, manutenção e conservação, inexistentes no bairro, e as autoridades nada fazem. E a Justiça, que já rola ha mais de 10 anos processos contra esse loteador e até agora nada. Será que é porque ele foi professsor da ITE?

Quero ver o retorno breve da associação de moradores e amigos do Vale do Igapó (amavi) que o loteador faz tudo para impedir tal evento, enganando os leitores com chamamentos de ganho na Justiça contra a Amavi. Será? Até quando vamos aguentar isso? De um morador do bairro desde 1991 e conhecedor do loteamento desde 1978. Obrigado se publicarem na coluna tribuna dos leitores.

Alvaro Amadeu Mola de Araujo

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