Lembra de Romeu e Julieta? Quem imaginava que os acessos de paixão estavam reservados às mulheres da renascença e aos conhecidos romances, se engana! Histórias atuais mostram do que o indivíduo é capaz.
Parece que quando o coração comanda, a razão vai embora. Porém, a paixão não é um sentimento ligado somente ao coração: as grandes revoluções ocorrem mesmo em nosso cérebro.
Você passa o dia todo sorrindo, com um olhar perdido. Seu saldo no banco pode estar negativo e lá fora estar caindo um temporal, que seu humor não se altera. Somente de pensar no amado, já dá um friozinho na espinha, uma sensação aconchegante.
Não misture as coisas: esse sentimento de que tudo de ruim possa acontecer e você não tá nem aí, não é o amor. Se você tem a sensação de quem está nas nuvens e não vê a hora para encontrá-lo, isso é paixão.
A paixão não é somente um forte sentimento por outra pessoa. Ativada por diversos mecanismos do nosso cérebro, ela é responsável por exageros, entusiasmo e até crimes. Especialistas acreditam que seus principais fatores para isso sejam fisiológicos. Estudos mostram como o cérebro de indivíduos apaixonados funcionam.
Foi detectado, por meio de ressonância, uma hiperatividade em locais ligados ao bem-estar ao mostrar a essas pessoas fotos do seu amor. Esses locais são os mesmos envolvidos com drogas psicotrópicas.
Tudo isso é por causa do nosso sistema de recompensar, que produz uma sensação de prazer, crescendo a vontade de repetir mais vezes essas sensações.
Os neurotransmissores têm uma função fundamental na ativação do impulso do sexo. A feniletilamina é um neurotransmissor conhecido há muitos anos pelos estudiosos, mas há pouco tempo foi ligado à paixão.
Ela é uma molécula, parecida com à anfetamina, e se acha que sua fabricação no cérebro possa acontecer por situações bem simples como uma troca de olhar ou apertando a mão.
Mas os nossos sentidos entram também nesse processo. Tudo começa com a visão. A maneira de se mover, um certo olhar, uma ação ou até a maneira de se arrumar, são mais fortes do que uma admiração simples de um corpo nu. A avaliação inicial, por meio do olhar, provoca a ativação do neocórtex, que faz a seleção e a avaliação. Depois da avaliação biológica vêm as predileções e, por fim, a avaliação cultural, que é feita pela sociedade e pelos tipos de beleza de hoje em dia.
Os psicólogos dizem que a paixão pode não durar muito porque não sobrevive perante as frustrações iniciais, que atingem o clima encantado da pessoa apaixonada.
Daí vêm as decepções, os atritos e um desgaste constante do casal. Por mais maravilhosa e sadia que seja, a forte paixão vai tendo mudanças seguidas durante o tempo. O companheirismo vai substituindo a paixão para as horas boas e difíceis da vida.
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A atração pelo cheiro
O olfato é outro sentido primordial. Quem jamais passou pela incômoda situação de ter que dar um fora em uma pessoa por ela ter um cheiro estranho? A paixão necessita de química, e o odor nesses momentos é essencial. É instinto, assim como ocorre com os animais, que se atraem através do cio da fêmea.
Para determinados cientistas, a percepção destes odores ocorreria de maneira inconsciente, por meio de um suposto órgão localizado na cavidade do nariz, conhecido como órgão vomeronasal. Esse órgão teria como único papel encontrar ferormônios, produtos químicos produzidos e exalados pelo nosso organismo.
O papel dos ferormônios tem sua defesa feita por vários especialistas, que dizem até que é a substância responsável pelos casos de amor instantâneos, o da primeira vista, por meio da fabricação de sensações de prazer. Mas será que realmente a paixão é tão previsível e também científica ?
Essas explicações pedem uma avaliação fria do amor, porém, tem especialista que dá até validade para a paixão.