Com a proposta de promover a “arte por toda a parte”, a estréia do Jardim Cultural foi marcada pela interação, um dos principais objetivos colocados pelos organizadores do evento, entre os representantes de diferenciados segmentos da arte. A iniciativa primou pela realização simultânea de diversas manifestações artísticas.
Envolvendo desde a exposição de poesias, artes plásticas, passando por apresentações de grupos de expressão corporal, manifestações circenses e apresentação musical, todas as vertentes artísticas foram observadas no mesmo recinto, o Espaço Cultural Rômulo Cavalcante, na Vila Independência.
Além da proposta de troca de informações entre representantes de diferentes segmentos artísticos, o projeto, na opinião de participantes, é também uma forma de estabelecer uma identidade cultural na cidade, seja entre público ou artistas. “Sempre quando se fala em show, logo se pensa em ‘balada’, onde muitos acabam participando com outro foco, nem sempre sobre o artista”, opina a cantora Manu Saggioro.
Além de participar do grupo organizador do projeto, a musicista também se apresentou em uma performance acústica, com canções raiz sob uma roupagem folk, ao lado do convidado João Paulo Biano, vocalista da Mister Up Band. Para Manu, projetos do gênero contrariam essa atual visão, segundo ela, nem sempre ideal das apresentações, no caso voltadas ao cenário musical. “É preciso criar ambientes para que se chegue a uma identidade cultural”, considera.
O incentivo à interação entre variados movimentos artísticos é salutar, para Tatiana Santiago, professora de arte circense que também se apresentou, ontem, no Jardim Cultural, ao lado de suas alunas. “Claro que nem sempre é possível (juntar diferentes manifestações num mesmo espaço)”, reconhece. “Mas quando existe a possibilidade, é interessante”, aprova. “É uma proposta muito legal, além de ser um espaço muito gostoso, com diferentes artistas podendo se aproximar”, enaltece.