Internacional

Pyongyang condena norte-americanas


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Pyongyang - A Coréia do Norte condenou a 12 anos de trabalho forçado as americanas Laura Ling, 32 anos, e Euna Lee, 36 anos, detidas em março na fronteira do país com a China. Jornalistas da TV Current, do ex-vice presidente Al Gore, elas filmavam uma reportagem sobre o tráfico de mulheres norte-coreanas quando foram presas.

Condenadas à pena máxima por entrada ilegal no país e atos hostis contra o povo norte-coreano, as jornalistas devem ser usadas por Pyongyang para barganhar com os EUA, que ameaçam endurecer as sanções ao regime comunista norte-coreano desde o teste de uma bomba nuclear, em 24 de maio. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que a prisão das jornalistas é uma “questão humanitária“, “completamente separada” da pressão internacional contra o programa atômico norte-coreano. Para Kim Yong-hyun, especialista em Coreia do Norte da Universidade Dongguk, em Seul, há relação entre severidade da pena e a escalada retórica dos EUA. “Isso será resolvido diplomaticamente”, aposta.

O presidente Barack Obama receberá na próxima semana a visita do sul-coreano Lee Myung-bak para discutir a ameaça de Pyongyang. A Casa Branca estuda o envio de Al Gore ou do governador do Novo México, Bill Richardson, para negociar a libertação das americanas. Sem relações diplomáticas com o país, os EUA são representados por diplomatas suecos, que foram proibidos de assistir ao julgamento. “A pena foi pesada, mas a boa notícia é que não foram condenadas por espionagem”, afirmou Richardson à CNN.

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