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Números surpreendem até os mais pessimistas, diz Mantega

Folhapress
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Brasília - O crescimento da economia brasileira em 2009 não vai ser “esfuziante”, mas deve haver uma recuperação que possibilite encerrar o ano com taxas positivas. A avaliação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e um encontro com o presidente Lula.

O governo comemorou a queda do PIB - menor do que a prevista pela equipe econômica e pelo mercado financeiro - como se o resultado tivesse sido positivo. Sorridente, Mantega disse que o desempenho brasileiro foi melhor que o de outras economias do mundo e que a economia já está em fase de recuperação gradativa.

O desempenho da economia encorajou o ministro Carlos Lupi (Trabalho), conhecido por ser um otimista, a projetar um saldo de empregos formais no primeiro semestre de 400 mil a 450 mil postos de trabalho. De janeiro a abril, o saldo acumulado é de 48,5 mil empregos.

“A queda do PIB foi menor do que o esperado pelo mercado. Demonstra a capacidade de recuperação rápida da economia brasileira”, afirmou o ministro da Fazenda, em entrevista coletiva convocada depois de reunião com o presidente Lula.

O ministro Paulo Bernardo (Planejamento), que também esteve reunido com o presidente, foi mais moderado. “Uma queda de 0,8% não pode ser comemorada. Agora, de fato, o resultado é muito menos negativo do que havia sido previsto pelas projeções de mercado, de forma que o mercado também está sendo muito pessimista.”

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, comemorou o resultado. Sem falar de juros, Meirelles citou o desempenho do setor de serviços e do consumo das famílias como sinais de que já se observa “espaço para uma retomada do crescimento em bases sustentáveis”.

O presidente Lula disse ontem, em cerimônia no Palácio do Buriti, que ficou “triste” com o dado sobre a retração da economia brasileira, divulgado ontem pelo IBGE. “Fiquei triste porque a gente vinha em um crescimento tão extraordinário (antes da crise econômica que atingiu o país no ano passado)...”

O PIB “decaiu mais do que eu queria, mas menos do que foi anunciado pelos especialistas”, afirmou o presidente. “Continuo acreditando que seremos os últimos a entrar e os primeiros a sair da crise”, disse.

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