Tribuna do Leitor

Até que os muros nos separem


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Barreiras físicas ou geodésicas separam nações. Entretanto, direta ou indiretamente, elas possuem vínculos de diversas naturezas. A distribuição política mundial expressa a necessidade humana da busca pelo espaço cultural e econômico comum. Porém, a iminente globalização causa efeito contrário, reduzindo as burocracias das fronteiras.

É de extrema importância a colocação de tijolos para a construção dos muros. Estes separam países e permitem a reflexão da obra interna social. A conquista do espaço proporciona o surgimento de ideologias que impulsionam o crescimento. Ao longo da evolução humana foram construídas várias barreiras físicas. Algumas marcadas pela sua construção milenar, outras pela destruição. Caracterizam a cultura de um povo ou marcam o início de uma nova ordem mundial.

Infelizmente, o que ocorre hoje está alheio ao progresso humano. Obstáculos são levantados para adormecer um gigante que se alimenta do produto resultante do capitalismo. Ele nasceu do mesmo ventre da Pátria amada, que lhe parece não ter sido tão gentil. O pobre, miserável e marginalizado cidadão.

Antes, havia razões, motivos e ideais. Atualmente, os famigerados muros são colocados às avessas. Sem alicerces, tornan-se frágeis e inúteis. Não há como excluir pessoas que integram um País, que é de todos, da convivência mútua.

Helder Dantas, estudante

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