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Corpus Christi terá procissão no Centro

Por Ieda Rodrigues | Com Redação
| Tempo de leitura: 4 min

A Igreja Católica comemora hoje Corpus Christi, expressão que em latim significa Corpo de Cristo. Nesta solenidade, celebrada sempre 60 dias após a Páscoa, os católicos festejam a Eucaristia, a presença de Jesus na hóstia consagrada. Para manifestar a alegria pela presença de Jesus e mostrar que Ele está próximo das pessoas, além de missa, a igreja faz procissão pelas ruas da cidade levando à frente a hóstia consagrada. Em Bauru, a cerimônia começará às 16h, nas escadarias da Igreja de Santa Teresinha, e sairá em direção à Catedral do Divino Espírito Santo, onde será dada a bênção final. O trajeto será decorado com cobertores doados pela comunidade e que serão distribuídos a entidades e população carente.

A decoração das ruas é uma tradicional devoção a Jesus no único dia do ano que a hóstia consagrada sai do sacrário e vai para as ruas. Já há anos, os católicos de Bauru optam por decorar o trajeto da procissão de Corpus Christi com cobertores e agasalhos ao invés de materiais como pó de serra e bagaço de cana colorido, usado em outras épocas, que não têm utilidade após a solenidade e ainda deixam as ruas sujas. “Além dos cobertores, teremos arrecadação de fraldas geriátricas e produtos de primeira necessidade, como leite, que serão doados a entidades como a Vila Vicentina, e a quem precisa”, explica o padre Marcos Pavan, pároco da Catedral.

A decoração será feita hoje pouco antes da procissão. Cada Região Pastoral irá decorar uma quadra com temas relacionados à fé, ao Ano Paulino, à Campanha da Fraternidade, ao Ano Sacerdotal, à Eucaristia, aos 45 anos da Diocese e ao Ano Catequético, entre outros temas. Porém, se estiver chovendo ou com previsão de chuva a qualquer momento, os cobertores não serão utilizados para que não molhem.

Como já ocorre há vários anos, Bauru terá uma única procissão - os demais 13 municípios que compõem a Diocese terão suas próprias comemorações. Desta forma, católicos de toda a cidade deverão se dirigir à região central para a solenidade de Corpus Christi, que será presidida pelo bispo dom Caetano Ferrari e concelebrada pelos padres das 26 paróquias da cidade. A procissão irá percorrer as ruas 7 de Setembro e Gustavo Maciel até a 1 de Agosto, quando entrará na Praça Rui Barbosa para a bênção final na Catedral (veja quadro acima). A previsão é que a cerimônia termine entre 18h30 e 19h.

A expectativa é reunir milhares de pessoas. No ano passado, foram distribuídas 5 mil hóstias na solenidade, informa a assessoria de imprensa da Diocese. O bispo dom Caetano chama a atenção dos fiéis de que a festa de Corpus Christi é uma demonstração pública de fé da Igreja Católica, de crença da presença de Jesus na Eucaristia. “Os católicos fazem questão de reconhecer não só a palavra de Deus na Bíblia, mas a presença Dele na Eucaristia”, frisa.

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Origem da festa

De acordo com a Igreja Católica, em 1263 um padre da Boemia, Alemanha, que tinha dúvidas sobre a presença real de Jesus na Eucaristia, presenciou um milagre. Durante uma viagem que fazia à Itália, celebrou a missa no túmulo de Santa Cristina, na cidade de Bolsena. No momento da consagração viu escorrer sangue da hóstia consagrada banhando o corpo.

O sacerdote, impressionado, correu até a cidade de Orvieto, onde morava o Papa Urbano IV, que enviou a Bolsena um bispo para ter a certeza do ocorrido e levar até ele o tecido ensangüentado. Não suportando a espera, o Pontífice foi ao encontro do bispo para ver o corpo e eles se encontraram na ponte do sol.

Em 11 de agosto de 1264, o Papa Urbano IV proclamou a bula “Transiturus”, que instituía para todo o cristianismo a Festa de Corpus Christi. Algumas semanas antes, no dia 19 de julho, o Papa junto com alguns cardeais e uma multidão de fiéis, fizeram uma solene procissão pelas ruas da cidade levando o corpo manchado de sangue. Foi a primeira procissão de Corpus Christi.

A festa ganhou projeção somente 50 anos mais tarde com o decreto do Papa Clemente V. Mas ainda nesta época as procissões realizadas com o Santíssimo Sacramento, como são realizadas hoje, não existiam. Elas vieram com o tempo. Mais do que a origem histórica, a Igreja alerta para o significado teológico desta festa, ressaltado a partir do Concílio Vaticano II.

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