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Campeonato Brasileiro: Muricy tenta encerrar a ‘onda’ de reclamações de jogadores

Giuliander Carpes
| Tempo de leitura: 3 min

Washington se reapresentou ao São Paulo só na tarde de terça-feira. Foi para Curitiba passar por exames cardiológicos com o médico que fez sua operação na artéria anterior esquerda em 2004. Quando chegou, teve de conversar com Muricy Ramalho.

Muricy não gostou da reclamação do centroavante após sua substituição, no início do segundo tempo contra o Avaí, no último domingo. Só faltava ele, pois Dagoberto e Borges, os outros dois atacantes do time, já se rebelaram contra decisões do técnico.

“É piada, fiquei só cinco minutos em campo”, reclamou Washington, entre palavrões, já no banco de reservas do Estádio da Ressacada, domingo, em Florianópolis. Muricy explicou que precisava dar mais velocidade ao ataque com a entrada de Dagoberto. “O Avaí estava indo com tudo para o ataque e deixando espaços na defesa. Por isso, precisávamos de alguém com mais rapidez”, afirmou o técnico, logo depois do jogo, ao justificar a mudança de Washington por Dagoberto.

A conversa de Muricy com Washington não foi exatamente em tom de cobrança ou ameaça. O treinador compreendeu a insatisfação do jogador, que não chegou a questioná-lo nos microfones como os outros dois atacantes fizeram. Mas deixou claro que tem a prerrogativa de mudar o time quando julgar necessário. “O São Paulo tem comando”, costuma dizer o treinador.

Muricy está farto de contestações. Antes, os atletas já haviam se reunido com o técnico para pedir menos improvisações. “O Muricy é um cara aberto a sugestões, ele nos ouve quando temos alguma situação”, disse o capitão André Dias. Mas o desgaste é evidente. Por enquanto, o banco de reservas é o caminho dos próximos que reclamarem de decisões por meio da imprensa. Washington já estava mais calmo ontem e deve ser titular contra o Santo André, sábado, no Morumbi.

Time

O volante Eduardo Costa treinou normalmente ontem e está liberado para enfrentar o Santo André. Ele ficou fora do jogo contra o Avaí por causa de dores musculares na coxa esquerda - foi poupado para evitar que a lesão pudesse se agravar. Mas já está recuperado e deve ser presença certa no time do São Paulo.

O zagueiro Renato Silva, porém, continua vetado pelos médicos do São Paulo. Ele deve realizar atividade com bola nesta quinta-feira e, se tudo correr bem, ser liberado para enfrentar o Cruzeiro, no dia 18 de junho, na partida de volta das quartas-de-final da Libertadores.

Horário mantido

O São Paulo bem que tentou mudar a data ou, ao menos, o horário de seu duelo contra o Cruzeiro pelas quartas-de-final da Libertadores. Mas a Conmebol não aceitou o pedido da diretoria são-paulina e manteve o jogo agendado para a próxima quinta, às 22h, no Morumbi. Em ofício enviado à entidade sul-americana, o clube tricolor reclama de que terá um dia a menos para se preparar para o clássico contra o Corinthians, no domingo, dia 21 de junho, pelo Campeonato Brasileiro. O arquirrival entra em campo 24 horas antes dos são-paulinos. Na quarta-feira à noite, a equipe do Parque São Jorge enfrenta o Internacional, no Pacaembu, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil.

Visita

Na manhã de ontem, o São Paulo recebeu a visita do padre Marcelo Rossi, que é corintiano e foi ao CT são-paulino para atender um convite do goleiro Rogério Ceni.

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